SMI 2017 ed. 1 tem novo formato e aponta tendências de consumo para 2018

Ontem (28/03) aconteceu em São Paulo, no Galpão VB da Associação Cultural Videobrasil, o novo formato do tradicional evento de confirmação de tendências chamado SMI (Senac Moda Informação). Nas suas 48 edições anteriores, a proposta do encontro – que atrai profissionais da cadeia têxtil de todo o país há 24 anos – sempre esteve focada num modelo pautado na cópia do mercado internacional. Agora, frente à crise, as mudanças do mercado consumidor interno e os pedidos do público cativo, uma nova linguagem foi adotada.

Apresentando-se como referência de informações de moda, comportamento, negócios e tendências globais para o mercado brasileiro, o SMI se propõe a conectar profissionais em busca de fontes de pesquisa e inspiração diferenciada. Por isso, nessa 49ª edição está mais reflexivo e menos expositivo, de tal forma que as tradicionais palestras ganharam um viés de sensibilização e alerta às marcas presentes sobre o futuro da moda (o tema do evento foi Cultura Urbana e Estéticas da Periferia). Oficinas de criação, instalações e safari urbano ocorreram em paralelo para estimular o pensamento criativo e dar vasão prática aos debates.

Numa fase de transição para um modelo de evento mais autoral, a 1 Edição 2017 do SMI ainda trouxe as análises dos principais desfiles internacionais com enfoque nos shapes, cores e materiais (pelo que ficou implícito, isso deve acabar nas próximas edições). O público reduzido também favoreceu um ambiente mais intimista, no qual os talkers puderam estar no centro de uma arena, fazendo-se mais acessíveis e até objetivos em suas análises.

Num claro esforço de vivenciar aquilo que estava sendo pregado no salão de palestras, o evento explorou o uso da tecnologia disponibilizando totens com a programação do dia (não mais impresso), eliminou os crachás (agora no formato de etiquetas adesivas), banheiros unissex frente a macrotendência do genderless e, para atingir o sustentável, convidaram food bikes para formar um food park.

Principais novidades do Senac Moda Informação:

  • O enfoque é nas macrotendências de comportamento e consumo e não mais no produto e processo produtivo;
  • Assim o evento não aborda mais isoladamente Verão e Inverno, integrando tais informações de forma a privilegiar coleções menores, mais dinâmicas e menos datadas (tendência global);
  • Não houve também separação nas abordagens sobre masculino e feminino, porém excluiu-se os painéis de acessórios e infantil;
  • Enfoque nas discussões e reflexões sobre o mercado consumidor interno;
  • Sensibilização para necessidade urgente de mudança do modelo de gestão atual da cadeia têxtil brasileira.

Sobre as microtendências, Luciana Parisi as organizou em três grandes temas, mais orientativos do que taxativos, já que as estéticas estão cada vez mais diversas e individualizadas e as marcas devem encontrar sua própria narrativa em busca de diferenciação.

Tema 1 – tribos urbanas, agênero, street wear, estética de megalópole, futurismo, utilitarismo e esportivo.

Tema 2 – espaço da expressão e imaginação, misturas inusitadas, forte viés artístico e criativo, luxo e exclusividade.

Tema 3 – feminilidade, clássico e alfaiataria.

O SMI 2017 ed. 1 é uma ruptura drástica ao formato tradicional e uma tomada clara de consciência sobre a necessidade de mudanças nos modelos de negócio de forma a atingir o mercado consumidor, especialmente a Geração Z, que em 5 anos chegará de forma maciça ao consumo, representando 1/3 da população mundial, exigindo uma postura clara da marcas, processos e produtos sustentáveis e integração tecnológica.

Preparem-se, pois ainda dá tempo!

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