Cientistas criam o “cheiro branco”

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Você pode ver a cor branca e pode ouvir algo que os especialistas chamam de ruído branco.
A luz branca é uma mistura das ondas de luz de diferentes cores, enquanto o ruído branco é uma combinação de frequências sonoras que soa de um modo particularmente suave.
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Ambos são chamados de “brancos” porque atendem a duas condições: 1) a mistura que os compõe cobre toda a capacidade de percepção humana; e 2) cada componente está presente exatamente na mesma intensidade.
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Agora, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram produzir um “cheiro branco”.
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Como foi desenvolvido o “cheiro branco”?
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Para ser percebido como “branco”, um estímulo deve cumprir duas condições: a mistura que os produz deve alcançar a abrangência da nossa percepção e cada componente deve estar presente na mesma intensidade.Poderiam estas duas condições serem encontradas no caso dos odores, de forma a produzir um “cheiro branco”? Uma equipe do Departamento de Neurobiologia, liderada pela estudante Tali Weiss e pelo Dr. Kobi Snitz, ambos do grupo de Professor Noam Sobel, decidiu aceitar o desafio.
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Para cumprir com a primeira condição de cobrir toda a capacidade da percepção humana, se trabalhou com aromas provenientes de todas e cada uma das sete famílias e das 46 sub- famílias que compõem o “espetro olfativo”. E para cumprir com a segunda, a necessidade de exalar todos os perfumes exatamente na mesma intensidade, os cientistas israelenses diluíram 86 aromas puros até obter intensidades similares em cada um deles.
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Depois começaram a criar misturas, combinando vários destes aromas puros, e incluindo todas as categorias que compõem o mapa dos aromas.
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Foi então que os pesquisadores descobriram que, quanto mais destes aromas puros são misturados, sem que nenhuma categoria do espetro olfativo seja excluída, mais as pessoas tendiam a classificar as misturas como similares – ainda que os componentes fossem completamente diferentes.
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No final se demonstrou que, todas as misturas contendo 30 ou mais destes aromas puros, tenderam a parecer idênticas aos narizes humanos, e comparando logo estas misturas com outros cheiros que tinham muito menos compostos, as pessoas classificaram estas misturas como “neutras”; é dizer, seu cheiro não era nem agradável e nem desagradável.
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Isso fez com que os cientistas concluíssem que acabavam de sintetizar o primeiro cheiro ou “perfume branco”.
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“As descobertas expandiram o conceito de ‘branco’ para além da percepção familiar de visão e som. Por outro lado, elas tocam nos princípios mais básicos do nosso sentido de cheiro, e estes levantam algumas questões sobre a sabedoria convencional sobre o assunto”, diz Sobel. “A visão mais aceita, por exemplo, descreve o sentido do olfato como uma espécie de máquina que detecta as moléculas de odor. Mas o estudo Weizmann implica que os nossos sistemas de cheiro percebem aromas inteiros, em vez dos odores individuais que os compõem”.
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Adaptado de matéria publicada no site AIROMAS (www.airomas.com), empresa especializada em marketing olfativo para lojas, eventos e ações promocionais.
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