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25 de abr de 2016

5 DICAS [IMPORTANTES] DE VITRINISMO PARA VENDER MAIS


Por Mariana Costantini*

Muitas pessoas acreditam que vitrinismo e visual merchandising são a mesma coisa, mas não são. Apesar das duas profissões estarem diretamente ligadas, elas não possuem as mesmas características, tão pouco exigem as mesmas habilidades do profissional.

Enquanto o visual merchandiser preocupa-se com o interior da loja, num processo muito mais racional e organizativo, o vitrinista precisa dar continuidade a esse trabalho de comunicação na vitrine, porém de uma forma muito mais criativa e artística, ou seja, a vitrine é uma das muitas ferramentas de visual merchandising.
          
A vitrine, no entanto, será o primeiro ponto de contato do cliente com a marca, além de ser um instrumento de atração, ela deve contar uma história de valorização do produto e reforçar a imagem da marca. É através dela que o consumidor vai se encantar pelo estabelecimento e produto e, a partir daí, tomar a decisão de entrar.

Você sabia que uma vitrine pode ser responsável por até 70% das vendas em um comércio? E que o tempo médio para prender a atenção de um consumidor é de somente 2,5 segundos?!

Esse tempo é muito curto para contar uma história e valorizar um produto, por isso, é necessário chamar a atenção do cliente através de uma vitrine limpa, organizada e assertiva. Para ajudá-los apontei 5 técnicas que podem tornar uma vitrine mais atrativa.       

Planejamento: é de extrema importância trazer movimento e novidade, para isso é necessário que sua vitrine acompanhe as diferentes datas do calendário promocional do varejo, desde ações mais expressivas como o Dia das Mães e o Natal, até datas mais especificas que talvez interessem só ao seu negócio, como o Dia do Professor, Dia do Nerd, Dia da Árvore etc. O planejamento permite que você explore melhor o potencial de cada data através da criatividade e economize recursos ao não improvisar.

Inspiração: mais que mobiliários (objetos de cena) e produtos, a marca deve criar um ambiente que conte uma história simples, e comunique que ali tem uma oportunidade, através da exposição, iluminação, comunicação sobre atributos principais do produto, preço e, principalmente, fazer disso parte do sonho do consumidor. Assim, é importante escolher temas que agreguem valor para percepção do consumidor.
  


Produtos: o mundo digital acelerou a efemeridade da moda, por isso a necessidade de novidades aumentou. Sua vitrine deve ser trocada periodicamente para enfatizar as novidades, mesmo que os produtos ainda sejam os mesmos. Em cidades pequenas a troca deve ser semanal, cidades de médio porte quinzenal e grandes cidades podem suportar de 20 até 30 dias sem troca. Priorize por produtos novos e aqueles mais procurados no período.



Técnicas de composição e exposição: existem várias técnicas para deixar sua vitrine mais atrativa: simetria, assimetria, variações, agrupamentos, sobreposição, verticalização, horizontalização e planificação. Procure compreende melhor essas questões de design e, ao aplicá-las na sua composição, tenha certeza de construir um projeto mais bonito e assertivo.

Satisfação do cliente: e por último, mas não menos importante, siga algumas dicas para que seu cliente nunca saia insatisfeito. (i) Crie uma leitura visual simples – não abuse da exposição de produtos na vitrine, pois o cliente poderá ficar confuso entre tantas opções e não se interessar por nenhuma. Vitrine não é estoque, priorize! (ii) E nunca exponha o produto com estoque zerado, pois além de gerar frustração em relação a marca ele pode exigir qualquer outro produto similar de dentro da loja pelo mesmo preço daquele anunciado na vitrine.


Entenda que as vitrines são ferramentas importantes para o varejo e que têm técnicas específicas, afinal, a decisão de compra em aproximadamente 80% dos casos vai acontecer no ponto de venda. Sua loja é a última hora da verdade para o consumidor. 

*Mariana Costantini é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Negócios da Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, iniciou a carreira como Estilista e através do seu trabalho descobriu a paixão pelo visual merchandising. Atualmente trabalha no varejo de moda com expertise nos segmentos de cama, mesa, banho e decoração, criando técnicas e confeccionando books orientativos para ações de PDV (marianacostantini@gmail.com).

19 de abr de 2016

VOCÊ CONHECE O ONLINE VISUAL MERCHANDISING (OVM)?

Por Eduardo Vilas Bôas*

Com a crescente do varejo online (e-commerce), o segmento se profissionaliza e tem buscado ferramentas que possam viabilizar a sua proposta de valor ao consumidor. Uma dessas ferramentas, sem dúvida das mais destacadas, é o visual merchandising.

Por conceito, entende-se que visual merchandising é um conjunto de ações e estratégias orientadas para o ponto de venda (PDV) com a finalidade de dar visibilidade a marcas, produtos e serviços, aumentando a percepção de valor do consumidor através da construção de uma atmosfera de loja do aumento da experiência de compra.

Sendo assim, o visual merchandising também é capaz de potencializar a assertividade dos varejistas online, ainda que o PDV seja uma plataforma virtual.  Para tanto, várias técnicas do varejo físico foram adequadas a realidade virtual, de forma a garantir os resultados esperados, isto é, o meio e a forma são distintos, mas os objetivos do visual merchandising se mantem.

O e-commerce baseia-se no autosserviço, por isso, é preciso pensar em caminhos fáceis e rápidos do shopper até o produto (menor quantidade de cliques possível), na valorização dos produtos quando encontrados no site e na aproximação do consumidor com a experiência da marca. Para isso, há um conjunto de técnicas que compreendem o chamado Online Visual Merchandising (OVM), também conhecido simplesmente como e-Merchandising. Vejamos alguns dos principais aspectos.

Splash page [relativo a vitrine] – a home do site não abre diretamente com os produtos e ofertas, mas com uma “capa”: uma imagem em foto ou vídeo que preenche todo o layout e chama o consumidor para uma ação. As imagens em full screen permitem reforçar a temática da loja, dando ênfase a uma narrativa.

 


Grid de produtos [relativo a setorização] – refere-se à categorização dos produtos. Ajuda nos mecanismos de busca interno das lojas pelo tag geração no cadastro de cada produto. Produtos mais vendidos e/ou com alto estoque merecem destaque no topo da página. Assim como no varejo físico, o excesso de produtos numa mesma categoria vai levar ao desinteresse do shopper. Organize seus produtos em categorias, subcategorias, classes, famílias e atributos (como preço, lavagem, decote, ocasião, tendências), assim estabelecem-se filtros que serão usados pelos consumidores para encontrar exatamente o que estão procurando.

clique na imagem para vê-la maior

Produto em contexto [relativo a ambientação] – a ambientação das lojas tem o propósito de reproduzir o contexto, ou parte dele, no qual o produto será usado, no e-commerce isso é possível através de vídeos, editoriais de moda e fotos de lifestyle do consumidor. Essa estratégia aumenta a percepção de valor através da auto projeção do consumidor (valor identitário). Por isso um e-commerce não deve usar apenas fotos de lookbook (fundo branco infinito), mas apresentar o produto também em situação/contexto real de uso.

imagens de reprodução da mídia social Instagram da marca Foxton

Interatividade [relativo a circulação] -  o ato de consumir deixou de satisfazer simplesmente necessidades ainda no final do Século XIX, hoje consumimos por desejo e não somente produtos, mas também a experiência [o intangível]. Ir às compras, logo, tornou-se uma atividade social, por isso exige interação social: os clientes vivem um intenso processo de exibicionismo e voyeurismo. Assim, é preciso que o e-commerce permita a interatividade social através das mídias sociais e a interatividade direta com a marca. Disponibilize botões de compartilhamento, chat e telefone (0800/4004) direitos com a marca, WhatsApp, e-mail e mídias sociais tanto quanto forem relevantes para o seu consumidor.

Comentários dos clientes sobre os produtos comercializados na Sephora.

Imagem [relativo a comunicação visual] - a visão tem o poder de substituir a realidade e o toque, mas para que isso aconteça plenamente, é preciso de qualidade e visão total do produto. Dessa forma, procure vários ângulos de vista para os artigos (quanto mais complexos e com valor agregado, mais as fotos são bem-vindas); essas fotos devem permitir também que o shopper veja a textura do tecido (por isso, estejam em HD) e os vídeos são relevantes para a percepção do caimento do tecido.



Missão didática [relativo a correção e exposição de produtos] -  O visual merchandising tem uma missão didática, que é ensinar a coordenação de produtos ao consumidor.  No varejo físico faz-se isso através da exposição bottom/top e dos manequins. No varejo online é preciso linkar diretamente os produtos que compõe um look completo, sugerindo novas compras de mais rápida (compra por impulso).
 
Coleção Herchcovitch; Alexandre para C&A: opção de comprar o look completo.

Área de vendas [relativo ao layout] - nossa visão é seletiva e tende a ser próxima do modelo de leitura ocidental: direita, esquerda, baixo. Sabendo que “aquilo que não é visto não é comprado”, é preciso otimizar a exposição dos produtos conforme as áreas com maior ou menor atenção do shopper.

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Embalagem [relativo a embalagem] - invista em embalagens que chamem a atenção não só para o produto, mas que remetam também a marca, isso evidencia cuidado e transmite confiança ao consumidor, afinal, a embalagem não entrega só o produto, entrega também emoção.



Descrição do produto [relativo a comunicação visual] - só ver o produto não responde a todas especificações técnicas.  No autosserviço a loja tem que fazer o papel do vendedor na explicação do produto: tamanho, origem, detalhes, materiais, utilidades a mais etc. A descrição também auxilia no posicionamento do site nos mecanismos de buscas. E ela pode, ainda, aumentar a experiência de compra, já que agrega informação aumentando a percepção de valor do produto.

clique na imagem para vê-la maior

*Eduardo Vilas Bôas é editor do MMdaMODA. Mestrando em Têxtil & Moda pela EACH/USP, é pós-graduado em Gerenciamento de Marketing, pós-graduado em Comunicação & Semiótica e bacharel em Moda. Tem experiência com marketing, visual merchandising e produção de moda, além de gerenciamento de confecção. Escreve artigos periódicos para o Portal Audaces sobre educação de moda, assina o blog "À Moda Deles" para o jornal Estadão e uma coluna para o portal da ACIC Campinas. Presta consultoria, treinamentos e realizada pesquisas através do MMdaMODA desde 2010 e leciona no Senac São Paulo. 

11 de abr de 2016

GUIA DE FEIRAS EM VAREJO E VISUAL MERCHANDISING

Por Surya Guimaraens*

O varejo em geral está mais atento ao seu consumidor, já que ao longo dos últimos anos mudou muito a forma de se comprar e os gatilhos mentais que acionam o desejo de consumo consequentemente também mudaram.

Mas como acompanhar essas mudanças? Como surpreender o cliente no ponto de venda? Como aumentar a experiência sensorial em loja? Como tornar o ato de comprar uma experiência única para o shopper?

Para responder essas e outras questões, muitas feiras e eventos são realizadas ao longo do ano e, além daquelas mais tradicionais e famosas, o esse mercado tem se diversificado. São grandes eventos que trazem tudo de mais novo na área de varejo em diversos segmentos, seja moda, supermercado, móveis, alimentação, cosméticos e outros.

Nesses eventos são apresentadas as novas tecnologias em iluminação, mídias e expositores, tendências em manequins, vitrinismo, ambientação de ponto de venda (PDV), store design e novidades para franquias. Todas as tendências de visual merchandising (VM) são mostradas nas instalações, nas palestras ministradas pelos pesquisadores de tendências e nas apresentações de cases de sucesso de grandes marcas do varejo. Mesmo quando a feira não é especifica de VM, ele sempre está muito presente nas discussões.

O mercado está em constante mutação, precisa se reinventar cada vez com mais frequência, buscar inovação no ambiente comercial, na forma de exposição dos produtos, atendimento, entrega, enfim, a necessidade de manter a relevância das marcas é cada vez maior e, para isso, as feiras são verdadeiras imersões no mundo do varejo.

Neste post trazemos um pouco das principais feiras na área de varejo e visual merchandising. Confira!

National Retail Federation (NRF) - para começar a mais famosa de todas e, talvez a mais importante, a NRF Retail’s Big Show acontece anualmente e abre a temporada, em 2016 aconteceu entre 13 e 24 de janeiro, sempre em Nova Iorque (EUA). Normalmente as associações de comércio locais (ACIC) organizam comitivas para levarem varejistas brasileiros ao evento, conseguindo assim preços e condições mais acessíveis. O Brasil já é a segunda maior comitiva participante. [ https://nrf.com/ ]


Euroshop – é realizada a cada 3 anos e a próxima está marcada para os dias 5 a 9 de março de 2017, sempre em Dusseldorf, na Alemanha. A Euroshop é a maior e mais importante feira de visual merchandising e reúne mais de dois mil expositores. O espaço da feira está dividido em quatro importantes segmentos, são eles:
1. EuroConcept – Espaço dedicada a técnicas de iluminação, revestimento, Arquitetura & Design, móveis e equipamentos de refrigeração.
2. EuroCis - Oferece soluções de tecnologia da informação, segurança e logistica.
3. EuroSales - Voltada para o setor de visual merchandising, marketing, promocional e PDV.
4. EuroExpo - Que traz propostas para concepção de stands, sistemas de exposição e espaços comerciais.


Globalshop: Store Design, Planning, & Merchandising Expo - é a mostra anual para design de varejo e shopper marketing. A próxima data para o evento é 28 a 30 de março de 2017 em Mambalay Bay, Las Vegas.


POPAI Le Salon MPV - é realizada a cada dois anos em Paris e leva os varejistas a refletirem sobre seus negócios para fortalecer o ato de compra do cliente. A feira acabou de acontecer, entre os dias 5 e 7 de abril de 2016.  [ http://www.mpv-paris.com/ ]


VM and Display Directory, Show and Awards - é focada nas tendências de visual merchandising. O evento apresenta tudo desse universo, incluindo manequins, comunicação visual, decorações de Natal, iluminação, tecidos entre outros. A data do evento é 20 a 21 de abril de 2016 e acontece em Londres. [ http://vmanddisplay.com/ ]

Latam Retail Show – é um evento novo que reúne profissionais do varejo latino-americano e apresenta cases de sucesso local, a segunda edição do congresso será realizada entre 23 e 25 de agosto de 2016 em São Paulo. Em 2015, o evento aglutinou cinco outros eventos: o 18º Fórum de Varejo da América Latina; o 6º Fórum Internacional de Gestão de Redes de Negócios e Franquias; o 5º Fórum Internacional de Varejo Digital - Digitaling; o 4º Fórum Internacional de Design no Varejo - Redesign; e o 3º Retail Real Estate. [ http://www.latamretailshow.com.br/pt/ ]

Fórum Regional do Varejo (FRV) – é organizado pela ACIC Campinas (Associação Comercial e Industrial de Campinas) e a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) e configura-se como principal evento do interior do país. Traz conteúdos sobre experiência e eficiência aplicadas ao varejo, além das tendências apresentadas na NRF já adaptadas para realidade do varejo brasileiro. A última edição aconteceu dia 31 de março em Campinas, interior de São Paulo. [ http://www.forumregionaldovarejo.com/ ]

Existem ainda vários outros eventos regionais, aqui listamos somente alguns dos principais que exploram assuntos ligados ao visual merchandising. Quer fazer a sua indicação de um evento relevante na sua região? Comente ai que atualizamos a lista. 

*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br). 
 
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