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DESTAQUE

TENDÊNCIAS PARA O MERCHANDISING DE MODA

A 3ª edição da REDESIGN aconteceu nos dias 27 e 28 de maio em São Paulo. O MMdaMODA cobriu esse que é o maior evento de store design do Brasil e traz as principais tendências para o varejo e visual merchandising de moda segundo os painéis da EuroShop, Retail Design Institute e WGSN.

27/08/2014

ZARA SE ENVOLVE PELA 3ª VEZ EM POLÊMICA ANTI-SEMITA

A loja de roupas e acessórios Zara está, mais uma vez, envolvida em uma polêmica. Nesta quarta-feira (27/08/2014), o jornal israelense Haaretz acusou a marca de fabricar uma camiseta extremamente parecida com o pijama utilizado por judeus nos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial.

A empresa espanhola estava oferendo em seu site de vendas online uma camiseta com listras horizontais e uma estrela de “xerife” no peito. Ainda que os pijamas do Holocausto tivessem listras verticais, a semelhança é assustadora. A estrela de seis pontas com a palavra "sheriff" foi colocada na roupa da Zara exatamente na mesma posição em que os judeus eram obrigados a portar uma Estrela de Davi escrito “judeu”.
Esse, porém, não foi o primeiro episódio da marca. Em 2010 os israelenses tiveram que reclamar das vitrinas natalinas da Zara em seu país. Apesar de ser um país predominante judeu, elementos natalinos cristãos estavam expostos. Nada de Chanukiot, piões, velas ou lâmpadas típicas de Chanuká. A loja disse que as vitrinas são padronizadas para toda a rede, mas trocou alguns adereços prontamente a fim de resolver a questão. 
antes e depois da alteração

Noticiado em 2007, a comunidade judaica espanhola gritou ao mundo que a Zara estava comercializando um modelo de bolsa com um bordado da suástica (símbolo que representou o Nazismo). A empresa alegou que o produto fora feito em facções na Índia, onde não se "demoniza" o símbolo, mas os retirou prontamente das lojas. 


Fonte: Jornal Haaretz

ABIESV REALIZA O 11º BACKSTAGE DO VAREJO - VISUAL MERCHANDISING

* contribuíram Carla Barroso Marks e Cristiane Mendes

Na última quarta-feira, 20/08/2014, a Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo (ABIESV) promoveu o 11º BackStage do Varejo e trouxe como tema central o Visual Merchandising.

O evento ocorreu no Hotel Renaissance em São Paulo e contou com a presença de nomes importantes da área, como Sylvia Demetresco e Júlio Takano, presidente da ABIESV e sócio da KT Soluções para o Varejo, entre outros, discutindo os desafios e possíveis soluções para o Visual Merchandising, além de apontar as tendências e novidades para ambientação de espaços comerciais.

Os temas abordados no evento foram:

· Linha do Tempo e tendências do Visual Merchandising – Sylvia Demetresco
· Talk Show com empresário Valdemar Iódice e o jornalista Roberto Ethel discutindo o assunto “Da passarela ao Fast Fashion, a moda não tem fronteira”.
· História do manequim e sua evolução para o futuro – Massimiliano Catanese/C.E.O – ALMAX GROUP
· Soluções de Visual Merchandising no Ponto de Venda pós EUROSHOP 2014 – Jonas Noronha – Diretor My Store Brasil
· Debate: Quais os caminhos do Visual Merchandising no mercado globalizado com participação de Caio Rossoni, Gerente de Visual Merchandising da Forever 21, Maurício Mendes, Arquiteto da MAC Cosmetics, Renato Freitas,  Gerente de Visual Merchandising da Richard`s e Beth Furtado, Alia Consultoria,

O MMdaMODA cobriu o evento e as colunistas Carla Barroso e Cristiane Mendes foram conferir de perto e trazem agora os detalhes de cada um dos assuntos discutidos.

A EVOLUÇÃO DA VITRINE – SYLVIA DEMETRESCO

Mercado de Trajano – Século I: a forma como os “departamentos” estavam organizados nesse centro comercial de Roma já remetia ao VM: num andar ficavam os peixes, num outro andar os tecidos e assim por diante.

Galerie Royal – Paris 1800: as pessoas se arrumavam para frequentar esse local. Essa é a foto da mesma marca porém em Bruxelas no ano de 1890 (The Galeries Royales Saint-Hubert).

Galeries Lafayette – Paris 1850: grandes magazines, feito por grandes arquitetos da época, o mesmo acontece atualmente com grandes empreendimentos do varejo.

Le Bon Marché 1852 – seu fundador Aristide Boucicaut (1810-1877) criou o ato de consumir, as datas especiais para as compras como Dia das Mães, Liquidação, etc. E na época existia uma obrigatoriedade de se usar uma roupa diferente para casa ocasião, por isso o consumo foi aumentando.


Hermès – vitrine de Março desse ano. Efeito tinta “plastificada”.

 Lanvin: vitrine com efeito inverso provocado pelos espelhos.

 L’agent Provocateur: vitrines que contam uma história

 Hermès Caleidoscópio 2012, Paris. Aplicando o princípio do caleidoscópio para as diferentes vitrines da Maison Hermès em Ginza (Japão), os transeuntes podem ver uma série de padrões em constante mudança que foram criados a partir da Hermes Sumer/Spring 2014 Collection.


Com esses exemplos, Sylvia finalizou sua apresentação e disse: “Divertir o público e inovar: esse é o objetivo da vitrine, além de criar novas experiências”. No intervalo do evento, ela aproveitou para autografar seu mais recente livro: Vitrinas e Exposições – Arte e Técnica do Visual Merchandising que o MMdaMODA super recomenda!



Talk Show com Valdemar Iódice e o jornalista Roberto Ethel discutindo o assunto “Da passarela ao Fast Fashion, a moda não tem fronteira”.

Na passarela são mostrados os detalhes da marca e o seu DNA. É o lugar de mostrar ousadia. A coleção que está na passarela muitas vezes é diferente daquela que vai para a loja. O que está na passarela é o que chama mais a atenção.

A internet quebrou barreiras e hoje a moda não é mais restrita, por isso as grandes grifes fazem parcerias com os grandes varejistas para levar sua difundir cada vez mais sua marca. Hoje todos querem qualidade, conceito e design para suas roupas.

                             

Valdemar Iódice disse ainda que a inspiração para a criação de uma coleção pode surgir a qualquer momento: de um filme, uma viagem, uma leitura etc. Uma das coleções mais vendida da marca foi a “Baile de Máscara e Caçadoras Noturnas.

A mulher Iódice é feminina em seu comportamento, em sua maneira de ser. Ela gosta do decote na medida certa, se está com as pernas de fora procurar ser mais discreta no top. É uma mulher mais próxima da realidade, uma inspiração é a italiana Giovanna Battaglia.


Perguntado sobre se a Iódice fará parceria com alguma marca de Fast Fashion, a resposta de Valdemar foi: “Vem novidade por ai!”. Então, vamos aguardar!

Debate: Quais os caminhos do Visual Merchandising no mercado globalizado

Todos afirmaram que aprenderam VM em chão de loja lidando diretamente com o produto e com o PDV. Há necessidade de atentar-se mais ao comportamento do consumidor para melhorar sua experiência de compra.

Faltam cursos no Brasil de formação. Há necessidade de criar esses cursos já que a demanda aumentou. Não podemos contar apenas com o profissional aprimorando por si só.

O consumidor de classe C já subiu degraus e quer mais qualidade, mais experiência de compra, etc. Nós, profissionais da área de varejo, temos que estar atentos para esse desejo.

Um dos desafios para todas as marcas é atender aos diferentes públicos de diferentes localidades mantendo o DNA da marca mesmo com diferentes exposições.

Padronizar despadronizando é uma tendência mundial para atender aos públicos de diferentes localidades, já que o consumidor de Manaus, por exemplo, tem um estilo de compras, enquanto o cliente de Porto Alegre tem outro.

Outras tendências apontadas:
·  Vitrine sem vidro; 
·  Interatividade - tecnologia no PDV; 
·  Curadoria, comunicação impressa ou digital que dá informações aos clientes;
·  Regionalização;
·  Simplificação (nos móveis, nos displays);
 
Vitrine sem vidro. 

Os participantes do debate deram dicas de quais lojas proporcionam experiência de compra e devem ser visitadas:

1. Nespresso - além de vender sua sensacionais cafeteiras algumas lojas possuem degustações para lá de sensoriais. 
2. Deus - marca para pessoas que gostam de customizar sua moto, sua prancha de surf
3. Uniqlo - marca japonesa, uma das maiores varejistas atualmente


As tendências apontas pela EuroShop 2014 ficam para o próximo post. Acompanhe o MMdaMODA nas redes sociais e fique por dentro de tudo que acontece no setor. 

* Carla Barroso Marks é colunista do MMdaMODA. Tecnóloga em Processamento de Dados e Pós-Graduada em Gerenciamento de Marketing, trabalha na área de Visual Merchandising & Store Design desde de 2003 no varejo de moda e também atua na área como consultora (carlamarks@terra.com.br) 

*Cristiane Mendes é colunista do MMdaMODA. Bacharel em Moda com Especialização em Gestão do Design na Indústria da Moda, atua no varejo de moda e multilar como Coordenadora de Projetos de Visual Merchandising, e é também ilustradora e professora de moda (crispimentta@gmail.com - www.crispimentta.blogspot.com)

25/08/2014

EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS - FACE DO ARTIGO

 * Por Surya Guimaraens

No artigo de hoje vou abordar a importância de expor produtos de forma correta e respeitando-se as faces dos artigos de moda com o objetivo de valorizar e apresentar o diferencial da peça. Assim, a venda é ampliada e tudo estará visível para o cliente.

 
A exposição frontal da peça valoriza estampas e aplicações na parte da frente, quando colocada numa coordenação de cores na parede, o produto se destaca e é percebido facilmente pelo cliente. Este tipo de exposição também é indicado para blusinhas com alças e regatas, que são peças pequenas e numa exposição errada a peça pode ficar escondida e, consequentemente, encalhar, como diz o ditado “o que não é visto não é lembrado”.
A exposição lateral mostra perfeitamente produtos com grade de cores variadas, valoriza produtos com detalhes nas mangas, no caso dos tops, ou bordados e estampas nos bottons. Outra opção interessante é colocar produtos diferentes, como shorts, blusas, calças, saias, mas que formem soluções completas, ou seja, looks prontos. É um tipo de exposição que tem um ar de guarda-roupa.
Para a exposição nas mesas de massificação normalmente são apresentadas peças básicas de primeiro preço, colocadas nas entradas da loja para chamar atenção do cliente. Os produtos são dobrados conforme orientação formando pilhas da mesma cor, o objetivo é encher a mesa, a reposição de produtos e organização deve ser constante, o principal atrativo deste tipo de exposição é o preço e quantidade de peças.
Já na mesa de valorização são apresentados poucos produtos e com preços mais elevados, as peças são expostas com menos dobras e em pilhas pequenas. O objetivo é valorizar os produtos e chamar a atenção pela novidade, visualização e fácil manuseio, pois estão na altura das mãos, criando uma proximidade entre o cliente e as mercadorias da loja.

Tanto a mesa de valorização, quanto a mesa de massificação são utilizadas desde as lojas de departamentos mais populares até as mais elitizadas.

*Surya Guimaraens é colunista do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).
 
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