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DESTAQUE

28/10/2014

TENDÊNCIAS DE MODA: Outono-Inverno 2016

A Tendere - Pesquisa de Tendências e Soluções em Negócios da Moda – realizou no dia 24 de outubro a 6ª Edição do Seminário de Tendências, com o tema Outono-inverno 2016. Foram apresentados os resultados dos estudos e pesquisas realizados em feiras especializadas e exposições de arte, design e moda (nacionais e internacionais) ao longo de 2013 e início de 2014. 

A pesquisa de tendências promovida pela Tendere foca o Hemisfério Sul, com total atenção as especificidades do mercado brasileiro e latino. A metodologia privilegia a análise de quatro grandes grupos responsáveis pela formação do gosto regional, chamados de Tropical Pop, Karioka (praiano), Latino Urbano e Sofisticado.

A partir da interpretação de cenários políticos, econômicos e sociais, uma tendência é apontada para cada grupo de gosto, chegando aos quatro temas que vão nortear toda a produção de moda Outono Inverno 2016.

A primeira tendência foi batizada de “Luz do Leste não me Kahlo!”, em analogia ao affair de Frida Kahlo e o revolucionário russo Trotsky. Assim, a macrotendência funde referências étnicas do leste europeu com o universo popular mexicano. Bordados, franjas, flores em contrastes de cor. É uma tendência desenhada para o grupo Tropical Pop.


A segunda macrotedência foi chamada de “Decadance avec Élégance” (Decadência com Elegância), que trata do charme do luxo decadente de tempos aristocráticos e mais poderosos. Tecidos luxuosos e encorpados, delicadas estampas e paisley reinventados dão o tom do tema desenhado para o grupo do Karioka.


A terceira macrotendência é a “Nômade Urbano” que trata da angústia de se poder falar o que se pensa e a força que esta voz realmente tem. Dilemas como o amo a natureza, mas quero continuar na cidade. Fortes referências para o tema desenhado para o grupo do Latino Urbano são o japonismo, os mendigos, samurais, o militar e o grunge.


E, por fim, a quarta macrotendência são as “Formas Iridescentes”. Iridescência é um fenômeno ótico que faz certos tipos de superfícies refletirem as cores do arco-íris. As formas se expressam em um olhar para o futuro unindo tecnologia e esportividade. Desenhada para o grupo de gosto Sofisticado, as principais referências para o tema são estilo normcore, vanguardas soviéticas e as olimpíadas. 


Gostou dos apontamentos? Então participe da próxima edição e não perca nenhum detalhe!

*Eduardo Vilas Bôas coordena o MMdaMODA. Graduado em Moda, pós-graduado em Gerenciamento de Marketing e pós-graduando em Comunicação e Semiótica, além de vários cursos de extensão universitária em visual merchandising, tem experiência em Coordenação de Visual Merchandising para uma grande rede de lojas e com Marketing de Moda para uma tradicional marca de fitness wear. Desenvolve pesquisas na área, além de ministrar cursos e consultoria de visual merchandising. É também docente do Senac São Paulo e colunista do Portal Audaces sobre educação de moda (contato@mmdamoda.com.br).

27/10/2014

COMO AS REDES SOCIAIS ME AJUDAM A VENDER MAIS?

Nesta segunda-feira (20/10) o Núcleo De - Estudos em Design promoveu o curso “Como as Redes Sociais me Ajudam a Vender Mais?”, ministrado por Renato Cecchettini, professor de Marketing e Estratégia para cursos de graduação, pós-graduação e MBA e diretor da BADU+COP, empresa de Consultoria Empresarial, Branding, Inteligência em Mídia e Planejamento, atuando no Brasil e Itália.


O assunto tratado no curso é bastante pertinente, pois, como se vê facilmente, os varejistas criam perfis nas redes sociais mas não sabem o que fazer com eles, muito menos como utilizar a seu favor.

Segundo Cecchettini, no novo tempo digital virou um hábito – e ritual – para o consumidor fazer pesquisa na internet e, mesmo assim, a maioria ainda opta pelas lojas físicas para comprar. As lojas estão recebendo menos pessoas, porém vendem mais, já que as pessoas não precisam mais ir até um ponto de venda para pesquisar o produto que desejam e, consequentemente, quando chegam à loja já tem a intenção de efetuar a compra.

Para Cecchettini a loja virtual é mais uma estratégia de marketing e venda, não é descolada da loja física e, por isso, deve ter a mesma comunicação e linguagem, para não dispersar seu shopper e perdê-lo para a concorrência.
O esquema básico para utilizar as mídias sociais é o seguinte: Atrair > Converter > Relacionar > Vender > Analisar.


É recomendável estar presente pelo menos nas principais redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram, Blogger e Tumblr. E pensar sempre em conteúdos relevantes e formas parecidas, claro que algumas só é possível trabalhar frases curtas ou imagens, assim, devem ser complementares a mensagem de outra mídia social.

Facebook, por quê? Renato Cecchettini afirma que essa rede tem alcance maior e por um período um pouco maior, há também a possibilidade de viralizar através do compartilhamento. E o engajamento pelo curtir e comentários faz com que a empresa tenha mais vantagem sobre os concorrentes, sejam em captar informações ou na maior exposição.


Outra rede muito interessante é o Pinterest. O lojista pode ambientar as fotos dos produtos, criar cenários atrativos para encantar seu seguidor e aumentar a chance deste virar um cliente.

No caso dos blogs é sempre bom usar uma comunicação mais informal, as pessoas gostam de histórias bem escritas e que conversem com elas, sem utilizar gírias, porque tiram à credibilidade do conteúdo e textos não muito extensos pois as pessoas se cansam de ler no monitor.

E, por fim, Renato Cecchettini termina o curso com as dicas preciosas.
  • Planeje
  • Não foque em números
  • Cuidado com seu blog
  • As pessoas não estão tão preocupadas com você
  • Não seja mais um spammer
  • Comprometimento
  • Não automatize
  • Interaja. Somos gente
  • Tenha uma estratégia de geração de leads
Enfim, as lojas virtuais são mais um canal de venda, que têm como aliado as mídias sociais, potencializando as vendas e aproximando as empresas de seu cliente. 

*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).

22/10/2014

MODELO E-P-C NA GESTÃO DO MARKETING SENSORIAL

Texto por Eduardo Vilas Bôas*

Os sentidos sensoriais podem ser considerados fundamentais para reações e atitudes humanas na expressão de aprovação ou reprovação sobre algo, uma vez que todas as relações do shopper passam pelos sentidos e aquilo que é absorvido por tais canais desencadeará processos mentais que vão gerar lembranças, desejos e bem estar, ou seja, através dos estímulos sensoriais é possível criar vínculos emocionais de um indivíduo com uma marca. 

Sobretudo no varejo especializado estamos vendo uma administração de marketing baseada em experiências sensoriais, procurando criar um vínculo emocional entre produto e consumidor e, assim, assegurar a lembrança e fidelidade por parte deste. Instantes de fantasia e escapismo estariam sendo buscados por consumidores desejosos de alijar-se do tédio cotidiano, ainda que o façam dentro de uma loja cuja atmosfera remeta a muito mais que à aquisição de uma mercadoria. De forma crescente, os clientes estão buscando entretenimento, prazer estético ou simplesmente relaxamento. (MEIRA, 2000, p. 58).



As estratégias de marketing sensorial invariavelmente focam três objetivos não excludentes: motivar, diferenciar e proporcionar valores sensoriais aos consumidores. O modelo E-P-C (Estímulos, Processos e Consequências), apresentado por Bernd H. Schmitt, é uma ferramenta de planejamento capaz de impactar os sentidos no que tange os três objetivos.

Estímulos: o hipocampo, estrutura cerebral, é responsável pela atenção seletiva e o armazenamento de informações sensoriais. A prioridade na hierarquização da informação está naquilo que é mais intenso (vibrante e saliente, como sons mais altos, cores mais vivas e contraste de texturas, por exemplo). E, em segundo lugar, prioriza aquilo que já é um signo conhecido para o indivíduo, assim, “[...] notamos coisas que encaixam no nosso gosto nos elementos primários, estilos, temas e impressões gerais.” (SCHMITT, 2002, p. 122).

Processo: refere-se ao “como” da estimulação e perpassa por três princípios básicos:

As (i) modalidades refletem a integração dos sentidos em um único e consonante estímulo, assim como “no design de lojas e espaços, encontramos informações visuais e auditivas [...], odores e informação tátil”. (SCHMITT, 2002, p. 122).

Os (ii) provedores de experiências são as formas práticas de exploração dos modelos experimentais estratégicos (MEEs), que abrangem as comunicações, a identidade visual e verbal, as mídias eletrônicas e pessoais, a presença do produto, as marcas e os ambientes de varejo especiais.

E (iii) por espaço e tempo, isto é, a consistência cognitiva através da repetição dos estilos e temas e a variedade sensorial através da inserção de vetores multisentidos e constantes no decorrer do tempo (atemporalidade das ações).

Consequências: a opinião do consumidor pode se resumir ao prazer na beleza (estético) ou interesse (excitação). Por isso, uma marca precisa saber qual é a consequência que precisa estimular através das suas escolhas de ambientação. “Na moda, a Dior, a Armani e a Calvin Klein optaram pela beleza [...]. Versace, Gaultier e Donna Karan preferem excitação” (SCHMITT, 2002, p. 126).

O atual cenário econômico e as novas relações tecnológicas alteraram o comportamento do consumidor contemporâneo, que passou a ser mais exigente e emocional, buscando experiências prazerosas, repletas de valores e significados intangíveis, os quais podem ser explorados pelo visual merchandising através da ambientação do ponto de venda.

Referências citadas

KOTLER, Philip. Marketing para o Século XXI: como criar, conquistar e dominar mercados. Tradução Carlos Szlak. São Paulo: Ediouro, 2009. 

MEIRA, Paulo Ricardo. Vai às Compras? Divirta-se! Varejo Temático no Brasil sob uma Perspectiva de Comportamento do Consumidor. In: ANGELO, Cláudio Felisoni; SILVEIRA, José Augusto. Varejo Competitivo. São Paulo: Atlas, 2000.

SCHMITT, Bernd H. Marketing Experimental. Tradução Sara Gedanke. São Paulo: Nobel, 2002.

*Eduardo Vilas Bôas coordena o MMdaMODA. Graduado em Moda, pós-graduado em Gerenciamento de Marketing e pós-graduando em Comunicação e Semiótica, além de vários cursos de extensão universitária em visual merchandising, tem experiência em Coordenação de Visual Merchandising para uma grande rede de lojas e com Marketing de Moda para uma tradicional marca de fitness wear. Desenvolve pesquisas na área, além de ministrar cursos e consultoria de visual merchandising. É também docente do Senac São Paulo e colunista do Portal Audaces sobre educação de moda (contato@mmdamoda.com.br).
 
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