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DESTAQUE

28 de jan de 2015

PRINCIPAIS SISTEMAS DE ILUMINAÇÃO COMERCIAL

Texto por Cristiane Mendes*

Quando falamos de um projeto de Visual Merchandising logo pensamos em layout, equipamentos, comunicação visual, etc. mas existe um outro fator que exige total atenção nos projetos de Store Design, trata-se do Projeto Luminotécnico.

O bom uso da luz pode ser um fator decisivo no sucesso de um projeto. A intensidade e o tipo de iluminação influenciam diretamente na impressão que o consumidor terá de uma loja.

Há apenas duas formas de iluminar um ambiente, através de recursos naturais (sol) ou pelo sistema de iluminação artificial (lâmpadas). Ao realizar um projeto de Visual Merchandising ambos os recursos devem ser considerados, apesar de a iluminação artificial ser a mais indicada e eficaz para a maior parte dos ambientes de uma loja em função da sua constância.

Existem diversos sistemas de iluminação para lojas, vejamos a seguir os principais:

Iluminação Geral – Trata-se da iluminação de toda a loja, essa deve ser distribuída uniformemente e funciona como fundo para induzir o consumidor a conhecer todo o espaço comercial. Outros sistemas de iluminação devem ser utilizados pontualmente de acordo com cada necessidade dentro do layout.



Iluminação Direta – Como o próprio nome diz, trata-se da incidência da luz diretamente em uma superfície e pode ser obtida através de luminárias pendentes e principalmente as direcionáveis. Esse sistema de iluminação costuma ser usado para destacar produtos nas paredes ou pontos focais.



Iluminação Indireta – É a luz que incide em uma superfície e depois é refletida para o local ou objeto a ser iluminado. Esse sistema de iluminação cria um efeito aconchegante. Para expandir os efeitos positivos o ideal é que as superfícies de reflexão sejam claras.



Iluminação Pontual – Funciona como uma iluminação direcionada, porém, nesse caso, não é possível mudar o foco de direção do feixe de luz. Esse recurso é geralmente utilizado para iluminar nichos, prateleiras ou displays.



Iluminação Especial – Alguns móveis já são desenvolvidos com iluminação especial que serve para destacar as peças expostas. Com o avanço da tecnologia e a facilidade da lâmpada de led, esse tipo de equipamento vem se tornando cada vez mais frequente em lojas de varejo, não só no exterior, mas também aqui no Brasil.

 

Lembre-se que a iluminação deve ser utilizada a favor e não contra sua loja, por isso os diferentes sistemas de iluminação complementar devem ser pensados e distribuídos estrategicamente a fim de agregar valor aos produtos. Toda repetição gera monotonia, assim é importante variar o sistema de iluminação nos diferentes ambientes da loja.


Alguns recursos digitais auxiliam nos projetos de Visual Merchandising, fazendo com que se tenha uma boa noção de como a loja ficará quando finalizada, esses recursos são ideais para testar cores, texturas e detalhes específicos de design. Em breve teremos um artigo falando especificamente sobre esses programas utilizados pelos arquitetos e designers do varejo para criar e desenvolver seus projetos.

Cristiane Mendes é colunista colaborativa do MMdaMODA. Bacharel em Moda com Especialização em Gestão do Design na Indústria da Moda, atua no varejo de moda e multilar como Coordenadora de Projetos de Visual Merchandising, e é também ilustradora e professora de moda. (crispimentta@gmail.com - www.crispimentta.blogspot.com)

26 de jan de 2015

CONHECENDO AS ESTRUTURAS DA VITRINA

Texto por Surya Guimaraens

Com suas formas retangulares envidraçadas, as vitrinas representam fantasias realistas, que fascinam, envolvem e intrigam o imaginário do consumidor com cenários compostos por símbolos e alegorias. Com propriedade posso dizer que a vitrina é mais que uma caixa iluminada, seus cenários constroem uma narrativa que o público compreende e se surpreende com esse universo tão próximo e, ao mesmo tempo, longe do seu.


Para a vitrina alcançar o efeito desejado é preciso atentar-se a sua estrutura, que é fundamental para garantir a realização do projeto, assim saber o que deve compor esse espaço é fundamental. Vamos a eles.

Vidros. Parte essencial para constituir a vitrina, é a janela por onde a obra é apresentada ao público, normalmente ocupa a maior área possível, mas também pode delimitar espaços menores, variando conforme a disponibilidade da fachada e da loja. Etimologicamente, vitrina vem do francês vitrine, que significa “vidro, vitral, pequeno móvel envidraçado”, ou seja, por definição, vitrinas devem ter vidro.   

Iluminação. É a alma da vitrina, digamos assim, é ela que dá vida a história contada, cria o clima esperado, dá cor e realça as cores dos produtos, cria sombras e dá destaque a determinado produto, enaltecendo as formas e texturas. Para isso a instalação das luminárias e um prévio teste para saber se o efeito desejado está alcançado é importantíssima.

Paredes. Devem ser de madeira resistente e plana, para receberem revestimentos, pregos, parafusos, tintas e adesivos, conforme as vitrinas vão sendo montadas. As paredes de fundo eram bastante comuns no varejo de moda e hoje se utiliza muito o conceito de que o fundo da vitrina é o interior da própria loja.

Piso. Pode ser de painéis de MDF com formatos modulares para facilitar a movimentação e limpeza dos mesmos, esse material pode ser revestido e perfurado quando necessário e trocado sem elevados custos.

Grelha de teto. É uma forma metálica rígida pintada da mesma cor do teto (não deve aparecer ou chamar a atenção) e serve para pendurar móbiles, banners ou manequins. É importante que sejam reforçadas para permitir uma maior liberdade no uso. A grelha de teto agiliza o processo e evita perfurar o teto, e também podem servir de suporte para iluminação especial.


Tomadas elétricas. Sim, elas precisam estar disponíveis! O ideal é que fiquem imperceptíveis, por isso devem estar instaladas em locais que possam ser escondidas facilmente, como as paredes laterais, no teto ou próximas ao vidro.

Persianas. Servem para fechar a vitrina durante o processo de montagem, para que o público não veja a desordem e possa se surpreender depois de pronta.

Portas. Para as lojas que tenham vitrinas fechadas é importante ter uma porta larga para viabilizar a entrada de peças grandes e facilitar o desenvolvimento do trabalho do vitrinista no espaço, a porta deve ser imperceptível para o público.

Sprinkler. É um dispositivo de segurança usado para combater incêndio que deve ser instalado no teto. Como na vitrina são utilizadas lâmpadas, fios elétricos e materiais inflamáveis como manequins, papeis e madeira para compor os cenários o sistema garante que um incêndio não se propague.


Além dos manequins uma série de materiais e alegorias podem ser utilizadas para compor as vitrinas, como manequins, banners, cubos, estantes, móveis, objetos de decoração e tudo mais que a imaginação do vitrinista criar para seduzir o público. Mas esses já não são elementos estruturais e, por isso, não vou me aprofundar agora. 

*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).

22 de jan de 2015

TIPOS DE CABIDE E FORMAS DE USO NO VAREJO

Texto por Carla Barroso Marks*

A forma como os cabides são utilizados num closet e numa loja é diferente. Num closet os cabides não precisam ser necessariamente iguais, além disso, existe a possibilidade de se utilizar vários modelos para cada tipo de roupa, já no ponto de venda necessitamos da padronização para deixar o ambiente uniforme.

O ideal é escolher um tipo (de madeira, de plástico, de acrílico) para manter uma harmonia visual. A diferença entre os cabides tem que estar na sua função e não no tipo. Veja a seguir a funcionalidade de cada cabide para o ponto de venda.

Cabides estruturados (anatômicos)
Os cabides de madeira são mais resistentes, por isso são indicados para casacos e peças mais pesadas. Os de plástico podem ser utilizados para blazers, por exemplo. O modelo com barra serve para expor a calça dos conjuntos como tailleurs e ternos e a ponta mais arredonda ajuda a proteger as ombreiras desses produtos.



Cabides com Presilha
São indicados para bottons (peças usadas na parte de baixo do corpo) como calças, saias, bermudas e shorts avulsos.  O modelo de tamanho menor é usado para expor calcinhas de biquínis e lingerie. Além disso, blusas e vestidos do modelo  “tomara que caia” devem ser expostos nesse tipo de cabide para evitar que deslizem e caiam a qualquer manipulação. Alguns modelos de cabide liso permite que se adicione presilhas avulsas conforme a necessidade de uso.


Cabides simples
Esse cabide com abertura na parte de cima e de baixo é indicado para todo tipo de top (roupas usadas na parte de cima do corpo) como blusas, camisas, jaquetas, regatas, camisetas, etc. As blusas com alças não correm o risco de escorregar e cair quando fixadas na abertura na parte de cima do cabide. Os vestidos também ficam bem expostos nesse tipo de cabide.


Cabides para lingerie
Esse modelo de cabide é especifico para expor calcinhas e sutiãs pois é possível fixar as alças nas aberturas superiores e uma calcinha nas aberturas laterais.


Cabides para biquínis
Os biquínis podem ser expostos em cabides com presilha, mas esses modelos valorizam mais o produto pois mostram as peças abertas evidenciando detalhes para o cliente.


5 DICAS PARA ESCOLHER O CABIDE MAIS ADEQUADO

1. É importante que o gancho do cabide seja giratório para que a frente do produto esteja sempre voltada para o consumidor.

2. Todas as aberturas de gancho dos cabides devem estar sempre no mesmo sentido e viradas para a barra (e não para o consumidor), assim fica mais fácil para o cliente remover o produto do equipamento e a equipe de VM repô-los.

3. Cabides metálicos ocupam menos espaço nas araras e estoque, porém eles deformam o produto e com o tempo podem enferrujar e manchar as roupas.

4. Os cabides também podem comunicar e agregar valor a marca, por isso nunca os escolha somente pelo preço, mas sim pela imagem que transmitem, isto é, mais descolados (coloridos), mais sofisticados (de madeira), personalizados (exclusivos) etc.

5. Você pode desenvolver cabides diferenciados para linhas de produtos específicos, setores pontuais, mini-coleções... sendo práticos de manusear e cumprindo o objetivo de valorizar o produto, a criatividade é o limite!


* Carla Barroso Marks é colunista colaborativa do MMdaMODA. Tecnóloga em Processamento de Dados e Pós-Graduada em Gerenciamento de Marketing, trabalha na área de Visual Merchandising & Store Design desde de 2003 no varejo de moda e também atua na área como consultora (carlamarks@terra.com.br).
 
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