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18 de ago de 2016

ABIESV PROMOVE DEBATE INÉDITO SOBRE SUSTENTABILIDADE E VISUAL MERCHANDISING

Evento realizado quinta-feira (11/8) também discutiu o futuro das lojas frente às novas tecnologias
Julio Takano, arquiteto e presidente da Abiesv.

Questões financeiras, falta de comunicação entre as áreas administrativas e de criação e desconhecimento de recursos sustentáveis e recicláveis são os grandes entraves para que o varejo brasileiro desenvolva melhor a questão da sustentabilidade no ponto de venda. Esta foi a principal conclusão do debate ‘Visual merchandising e sustentabilidade’, promovido nesta quinta-feira, 11/8, pela ABIESV – Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos e Serviços para o Varejo.

De acordo com especialistas na área, varejistas e demais participantes, esta é a primeira vez que o tema tem essa abordagem e alcance, unindo representantes das áreas de arquitetura / construção, consultorias e visual merchandisers, que puderam expor quais os principais entraves para que o varejo brasileiro possa avançar com mais velocidade dentro desse tema. O entendimento geral entre os debatedores é que faltam integração, engajamento e educação com foco na sustentabilidade. Para eles, a saída é a “criatividade”, com estímulo às equipes para contribuir com ideias inovadoras. Mas concordam que para mudar é necessário transformar essa necessidade em plano de negócio. 

Para a consultora Cássia Pegoraro, que já atuou em vários sustentáveis, e também no Green Building, a sustentabilidade em visual merchandising (VM) é muito pouco explorada. “As outras áreas de uma empresa ainda têm pouca consciência sobre sua importância”, diz. Já Marcos Casado, diretor técnico da Sustentech, que também já atuou no Green Building, acredita que “a sustentabilidade permite gerar saúde e bem estar ao ambiente de vendas e trabalho, torná-lo mais agradável e por mais tempo”, afirma.
Juliemy Machado, docente em VM do Senac, destaca outro problema: “Ainda se confunde criação de materiais sustentáveis ou reciclados com artesanato; é mais fácil de visualizar o resultado do uso do acrílico ou de madeiras com laca, que se acredita ficarem mais bonitos. Mas há, também, outros materiais que produzem efeitos interessantes e de fontes certificadas ou que podem ser reaproveitados posteriormente”, destaca. Raquel Fonteles, que também é VM e docente da mesma disciplina, acredita que todas as iniciativas em prol do enraizamento desse conceito são válidas. “Estímulos, integração, debates. Acho que tudo pode convergir para a consciência de todos os atores das empresas”.
Outro mito abordado durante o encontro da Abiesv foi a questão de custos. Ao contrário do que muitos pensam, a construção de uma loja sustentável, segundo Marcos Casado, atualmente, é apenas 3% mais cara do que a de uma loja convencional. “Há alguns anos, essa diferença chegava a 30% e hoje, com o aumento e qualificação de fornecedores, a redução é bastante significativa”.
evento também contou com a apresentação de cases. Um deles foi o da loja da Riachuelo em Ipanema, apresentado em detalhes por Euclides Gonçalves. Construída no local de uma tradicional padaria de Ipanema, destruída em um incêndio, a loja resgatou os sentimentos da comunidade ao erguer ali uma loja com VM agradável, de convivência. O uso de recursos de sustentabilidade trouxe benefícios econômicos: 50% na redução do consumo de água e 30% no de energia, entre outros.
O futuro da lojas frente às novas tecnologias
Eric Feingenbaum, conselheiro editorial e editor da New York Magazine VMSD, em sua palestra no evento, abordou vários aspectos que rondam a mente do empresariado, dentre eles, o fim das lojas físicas diante da expansão das virtuais. “As lojas físicas não vão desparecer, mas o varejista precisa dar um toque humano, fornecer motivos para o cliente voltar, criar diferenciais e usar a tecnologia como suporte à mensagem que quer transmitir. O futuro é a conectividade, as redes sociais. É preciso saber usá-las”. Entre os caminhos apontados pelo expert um deles é focar na beleza, tornar a loja um local agradável, um ponto de experiência e relacionamento para o consumidor.


Cassia Pegoraro, Paulo Serrano, Raquel Fonteles, Marcos Casado, Beth Furtado e Juliemy Machado
Julio Takano, Beth Furtado e Paulo Serrano
Euclides Goncalves, da Riachuelo
Sobre a ABIESV
Fundada em 2002, por um grupo de fornecedores de equipamentos e serviços para o varejo, a associação nasceu com o objetivo de se tornar fonte principal de informações e conteúdo para os varejistas e público geral e ser uma referência no mercado, com reconhecimento para seus associados e consolidação de novos negócios. Multisetorial, abrange diferentes frentes do mercado da indústria e do serviço para o varejo, como escritórios de arquitetura, construtoras, manequins, embalagens, assessoria jurídica, fabricantes de mobiliário e equipamentos, impressão, segurança, iluminação, comunicação visual, visual merchandising, engenharia, softwares de automação, consultoria em sustentabilidade, cenografia, embalagens. Possui entre seus associados empresas do porte de GE, Phillips e Viavarejo. O faturamento médio da cadeia representa R$ 140 bilhões.

15 de ago de 2016

RIACHUELO OSCAR FREIRE GANHA NOVA FACHADA

 

Amanhã, terça-feira, 16, a Riachuelo da Rua Oscar Freire entra no clima das coleções de verão com uma nova fachada assinada pela artista Luzia Simons (foto abaixo), conhecida internacionalmente por suas obras que retratam flores. A curadoria é da galerista Nara Roesler.


Uma das exposições de Luzia Simons.
Com fundo branco e estampa floral, a nova intervenção traz um repertório diferente dos anteriores, leve, florido e delicado. “Entendemos que a nossa missão é democratizar a moda e, junto com ela, arte e cultura. Queremos presentear as pessoas, a rua, e a cidade”, explica Marcella Kanner, gerente de Marketing da Riachuelo. 

A fachada da loja conceito é trocada periodicamente, mas sempre com uma intervenção artística em destaque.

ENTRE NATURAIS E SINTÉTICOS, CONHEÇA 10 OPÇÕES DE REVESTIMENTOS PARA O CHÃO DE LOJA

Por Mariana Costantini*

Como definir o melhor piso para o chão de um estabelecimento comercial? Você sabia, por exemplo, que os pisos mais escuros exigem menor manutenção de limpeza, mas necessitam de maior iluminação?

A definição das cores, padronagens e texturas que vão revestir o chão de loja devem levar em consideração muitas características além das técnicas. O piso de loja deve, também, ter coerência com toda a identidade de marca e imagem de loja.

Pensando em detalhes como beleza, coerência, manutenção e custos, destacamos as duas principais premissas para definir como será o chão da sua loja.

Durabilidade: é importante levar em consideração a localização da sua loja e o tráfego de pessoas. Uma loja de rua (tipo calçadão) tende a receber mais pessoas com sapatos molhados, maior sujeira e impacto, por isso, o piso precisa ser super-resistente. Já para uma loja de shopping ou butique a solicitação física é um pouco menor, logo, pisos mais sensíveis como laminados, mármores e cerâmicas de menor PEI são aceitáveis.

Manutenção: é importante que o piso seja de fácil manutenção. Alguns não podem receber produtos químicos abrasivos ou nem panos úmidos – pense como a limpeza ficaria prejudicada numa loja que recebe muitos clientes por dia! No caso de dano físico ao revestimento, esse também precisa ser facilmente substituído sem prejuízos estéticos. Mármores, granitos e cerâmicas, por exemplo, tem muita oscilação de cor entre lotes diferentes.

Confira alguns parâmetros para cerâmicas aplicadas a espaços comerciais:

CERÂMICAS
ESPECIFICAÇÕES RECOMENDADAS PARA LOJAS
Lojas internas (boutiques)
Sem portas para o exterior
PEI > 4
Lojas Externas
Com portas para o exterior (p.ex. lanchonetes)
Resistência à abrasão superficial
PEI 5
Acessos de Shoppings
Usar não esmaltados ou porcelanato não polido
Resistência à abrasão profunda
< 175 mm³
Shoppings (áreas principais)
Esmaltados: resistência à abrasão superficial
PEI 5
Trilhas de circulação
Resistência a manchas após a abrasão
Ensaiar com pó xadrez
PEI 5
Escadas e Rampas
Resistência a manchas: a mais alta
Resistência à abrasão superficial
Resistência à carga de ruptura
Coeficiente de atrito
ISO 5
PEI-5
> 1000N
> 0,4

Sabemos que escolher o piso é uma tarefa difícil, já que temos muitas opções de cores, materiais, formatos, preços etc., assim, para ajudá-los trouxemos duas premissas que harmonizadas ao material escolhido podem tornar a loja linda e funcional.

Para garantir essa harmonização listamos 10 opções de revestimentos:

Piso Vinílico: tendência atual possui um aspecto diferenciado e muito resistente. Proporciona ao ambiente conforto e garante durabilidade. De fácil instalação, não faz barulho ao andar e pode ser limpo com pano úmido. Os desenhos podem ser personalizados, porém, os mais comuns à pronta entrega são estampas de madeira. A instalação é muito simples e pode ser feita direto sobre o piso antigo, com algumas condições: este deve estar seco, limpo e firme e não pode ser feito de madeira (a madeira desprende um líquido que pode manchar o piso vinílico). O piso vinílico é encontrado em três formatos: placa, régua e manta.


Cimento queimado: com seu aspecto rústico e moderno, tem ganhado muitos admiradores, principalmente entre marcas jovens e de estilo urbano, como a Diesel. É um material de fácil aplicação, custo médio e de baixa manutenção.


Pisos frios (porcelanato, cerâmicas e ladrilhos hidráulicos): encontrados em diversos tamanhos, cores e texturas possuem a vantagem de não danificar em contato com direto com a água. São de fácil limpeza, porém, têm alto custo de instalação. Caso uma peça quebre, dificilmente conseguirá fazer a reposição com a mesma cor ou desenho. Um aspecto positivo é que os pisos frios possuem uma variedade infinita de desenhos e cores para diferentes ambientes e propostas.


O ladrilho hidráulico é usado na loja conceito da Riachuelo, na Oscar Freire, para marcar a transição entre os setores masculino e feminino. 

Piso laminado: de fácil instalação e custo baixo, traz a sensação de um carpete de madeira. Proporciona aconchego e deixa o ambiente moderno e muito bonito, porém pode danificar facilmente em contato com a água e à abrasão, geralmente, emitem ruídos ao caminhar.


O piso laminado da marca Eucafloor, linha Elegance, foi o escolhido para revestir o piso da loja de calçados Passo Mania, localizada no PrudenShopping. 

Taco de madeira: utilizado há anos nunca sai de moda, combina com todo tipo de ambiente trazendo acolhimento. De alta durabilidade e fácil limpeza, tem como aspecto negativo o alto custo de aquisição e instalação por tratar-se de uma técnica única atrelada a raspagem. O resultado final é sofisticado e vintage.

Os designers israelenses Yael Mer e Shay Alkalay fizeram uma composição ordenada com os tacos pintados à óleo, a fim de montar um mosaico contemporâneo para loja da Stella McCarteny, em Milão.

Pedras (granito e mármore): são opções de rochas extraídas da natureza. Por serem apenas polidas para dar brilho e lisura, não há como garantir homogeneidade nas cores. O granito é mais resistente ao impacto e a oxidação do que o mármore, mas, com o tempo, sua cor é alterada. Caso uma peça quebre, a reposição será complicada pois as cores certamente não serão iguais. Evitando produtos químicos abrasivos, são de fácil manutenção. Indicadas para lojas de baixo fluxo e baixo impacto. Imprimem uma imagem mais expressiva, natural e acolhedora.

Mármore  Branco Espírito Santo com polimento para alto brilho.

Marmoglass: é um material industrializado produzido com pó de mármore e vidro. É incrivelmente duro e resistente, por isso, não risca. Sua superfície é fina e sua cor é uniforme, proporcionando um brilho intenso e fácil reposição. É possível utilizá-lo em ambientes internos assim como em externos, como revestimento e inclusive como pavimentação de locais de alto tráfego. Seu inconveniente é o alto custo de aquisição e instalação. Imprime uma imagem de sofisticação, preciosidade e distanciamento. Alguns especialistas afirmam que se trata de um material sustentável. 


Corian: produto criado e patenteado pela divisão de Pesquisa & Desenvolvimento da Dupont™ e lançado pela primeira vez no mercado norte-americano em 1967. Trata-se de uma matéria-prima que possibilita a fabricação de projetos de Arquitetura, Design e Decoração mais modernos e funcionais. É constituído por uma mistura de 30% de polímeros de acrílico e 70% de minerais naturais, o que lhe concede características que substituem com vantagens a madeira, o mármore, o granito, o aço inox e outras superfícies. Pode facilmente ser polido ou reposto (caso haja danos), mas seu custo é de aquisição é extremamente alto. Imprime uma imagem de sofisticação, preciosidade e distanciamento.


Granilite: é uma massa de cimento com pedaços de pedras como mármore, calcário, quartzo, dentre outros, em várias granulometrias diferentes. O Granilite é muito parecido com o cimento queimado, porém é mais resistente devido à presença de minérios em sua composição e deixa os ambientes mais elegantes. Esse revestimento possui uma vida longa, sendo forte e duradouro, entretanto sabe-se que está sujeito ao surgimento de fissuras ou trincas. Muito empregado por lojas do segmento de beachwear e surfwear.


Vidro: o vidro, provavelmente, tem origem no Egito, mas, em uso até hoje, ganhou diversos usos, inclusivo no solo. Seu resultado é um ambiente arrojado, urbano, moderno e totalmente diferenciado. Com o objetivo de garantir a segurança do vidro aplicado ao chão (pisos e escadas) é necessário que eles sejam temperados e laminados.

O designer Hiroshi Fujiwara e o arquiteto Nobuo Araki repaginaram uma piscina que funcionou em Tóquio na década de 1970, transformando-a numa loja de artigos de moda náutica

Com todas essas dicas e opções esperamos que tenha ficado mais fácil escolher o piso ideal, mas, lembre-se, essa escolha deve ser o resultado do custo, da especificação técnica e da imagem produzida. O acompanhamento de um arquiteto é fundamental!

*Mariana Costantini é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Negócios da Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, iniciou a carreira como estilista e, através do seu trabalho, descobriu a paixão pelo visual merchandising. Atualmente trabalha no varejo de moda com expertise nos segmentos de cama, mesa, banho e decoração, criando técnicas e confeccionando books orientativos para ações de PDV (marianacostantini@gmail.com).
 
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