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DESTAQUE

27 de mar de 2015

MACROTENDÊNCIA VINTAGE

Texto por Eduardo Vilas Bôas*

Não é novidade que o velho está na moda! Livros, reportagens, sites, filmes, propagandas, marcas, eventos, há uma variedade considerável de ações focando esse novo nicho de mercado, o vintage. 

A necessidade do consumidor em resgatar o nostálgico é consequência do momento cultural no qual vivemos. Após a overdose de tecnologia e internet na última década, principalmente com a popularização dos smartphone em 2010, os indivíduos tendem a resgatar períodos analógicos. Um sentimento saudosista promove o culto e o consumo da estética e dos produtos de outrora. A ideia também é disfarçar a tecnologia a fim de promover um sentimento de maior segurança diante de tantas mudanças. 

Essa macrotendência tem permeado coleções de moda, ambientação de lojas, remake de filmes, novelas e seriados, canais de televisão (vide Viva), brinquedos, clipes musicais, identidade de marcas (vide o case da Granado) entre vários outros itens. Vale ressaltar que uma macrotendência, como esta, significa uma longa influência que está além da moda das estações, podendo ter um ciclo de vida entre 10 e 20 anos, como foi o caso da sustentabilidade.

Seja por questões econômicas ou sustentáveis, a população tem consumido cada vez mais o conceito e os produtos vintage. E, para o varejo de moda, não poderia ser diferente, tendo afetado, inclusive, os tradicionais - e ultrapassados - brechós. Aliás, esses têm se profissionalizado, ganhado ares de boutique, com peças exclusivas, preços mais atrativos e atendimento personalizado. Antes renegados, hoje os brechós tornaram-se artigo cult. Em São Paulo, capital, há até o Circuito dos Brechós. 

Nessa onda, o interior paulista também tem se contaminado com novidades. Conheci em Campinas/SP o recém-inaugurado Bazar da Madame. O mais moderno brechó em ativa na cidade. Como vocês podem ver abaixo, a loja fica num imóvel antigo e foi toda ambientada de forma sustentável, reutilizando elementos e objetos decorativos, dando o toque vintage necessário ao espaço. Os produtos variam de peças seminovas a ponta de estoque, num mix de produtos para mulheres que vai de roupa casual, festa, ginástica, calçados, acessórios até objetos de decoração. 

Linda loja! Ótimo atendimento. Indico a visita.

Serviço
Bazar da Madame - Preço $
Rua Saldanha Marinho, 492 - Centro - Campinas/SP
Fone (19) 3381-8608 www.facebook.com/bazardamadame

 
 
 
 
 
 
 

*Eduardo Vilas Bôas coordena o MMdaMODA. É mestrando em Têxtil & Moda pela EACH/USP, pós-graduado em Gerenciamento de Marketing, pós-graduado em Comunicação & Semiótica e bacharel em Moda. Tem experiência com marketing, visual merchandising e produção de moda, além de gerenciamento de confecção. Escreve artigos periódicos para o Portal Audaces sobre educação de moda e presta consultoria, treinamentos e realizada pesquisas através do MMdaMODA desde 2010. É também docente para o Senac São Paulo.

23 de mar de 2015

WORKSHOP DE DESENVOLVIMENTO DE MODELO DE NEGÓCIOS

A Tendere – Pesquisa de Tendências e Consultoria em Moda, Design e Beleza, em parceria com Ana Vaz – Consultoria de Imagem, realizará no dia 28 de março de 2015 o curso Desenvolvimento de Modelo de Negócios, com foco principalmente em moda e negócios criativos. As inscrições podem ser feitas através do site www.anavaz.com.br.

O curso de destina a todos que desejam iniciar ou remodelar criativamente um negócio nas áreas de moda, consultoria de imagem, design ou artes, sejam estudantes ou profissionais. Será realizado na Butique de Cursos Ana Vaz, à Av. Dr. José Bonifácio Coutinho Nogueira, 214, sala 626 - Spot Galleria (atrás do Galleria Shopping), em Campinas. Com início programado para as 09h e o final para as 18h, o curso é uma imersão no tema. O valor da matrícula é de R$990,00 (novecentos e noventa reais), parcelável em até 10x sem juros. O conteúdo irá abranger os seguintes temas:

- Apresentação da metodologia Business Model Canvas (como surgiu, pressupostos, inovação e restrições do modelo);

- A lógica de preenchimento do Business Model Canvas;

- Criatividade e Realidade: os dois lados da mesma moeda que devem ser conscientes para se iniciar uma startup ou inovar na própria empresa;

O Business Model Canvas: A forma de se fazer negócios se tornou mais dinâmica e exige respostas ágeis. No ambiente de negócios rápido e dinâmico que vivemos atualmente, é necessário testar vários modelos na prática para depois colocar no plano de negócios efetivamente. A metodologia do Business Model Canvas permite estruturar esses “testes” para que eles sejam mais efetivos e deem mais resultados num menor tempo.

Palestrante: Patricia Sant’Anna, fundadora e Diretora de Pesquisa da Tendere. É Doutora em História da Arte, Mestre em Antropologia Social e Bel. em Ciências Sociais, tudo pela Unicamp. Trabalha no mercado de moda desde 1997 e atende instituições como IBGM, Sebrae, ALJ e Itaú Cultural em projetos de moda e design, além de empresas como Danielle Metais, Cecy Joias, Toli, Pellisson Tecidos, dentre outras. É também professora do curso de pós-graduação em Moda no IED – Istituto Europeo di Design.


Mais informações direto no Blog da Tendere.

ORIENTAÇÕES PARA UMA (BOA) FACHADA DE LOJA

Texto por Surya Guimaraens*


Qual a importância da fachada para uma loja? Pode parecer que esta questão tenha uma resposta óbvia, mas o tema é um pouco mais complexo do que parece e tem vários detalhes que precisam ser pensados.

A fachada da loja é parte fundamental da identidade da marca e, por obrigação, deve comunicar isso aos seus clientes – principalmente aos novos, que ainda não conhecem ou pouco se relacionam com a marca.

É a fachada quem faz o primeiro convite ao shopper para entrar no ponto de venda, o qual vai ser aceito ou não em função da sua avaliação. Pois, pela entrada da loja é que o indivíduo terá a percepção do que ela vende, para qual público se comunica e o valor dos produtos.

Por isso, para criar uma boa fachada de loja é preciso estar atento a alguns itens importantes que veremos a seguir.

Materiais
No revestimento da fachada podem ser usados diversos materiais, pedra, metal, madeira, plantas, vidro, espelhos, papel de parede, azulejo, a escolha do melhor revestimento dependerá da localização da loja e da imagem pretendida.

No shopping tem-se uma maior liberdade para trabalhar uma variedade de materiais, já nas lojas de rua, dependerá da localização, por exemplo, locais históricos tem limitações já que as fachadas devem ser preservadas e certos materiais não podem ficar expostos as intempéries, como o papel de parede.

Fachada do imóvel preservada na cidade tombada de Ouro Preto/MG: 
as lojas têm recuo dentro do imóvel para construção de suas fachadas e vitrinas.

Nas cidades onde há um estilo arquitetônico predominante também é preciso adequar a fachada da loja com a arquitetura do lugar, por exemplo, cidades como Gramado/RS ou cidades praianas. Já nos grandes centros urbanos é possível ousar mais na diversificação de materiais para a entrada da loja, uma vez que a inovação é a caraterística esperada pelos consumidores.

à esquerda lojas na cidade de Gramado/RS e à direita lojas na cidade de Paraty/RJ: 
em ambas cidades o estilo arquitetônico dos imóveis é respeitado, mesmo para construções novas ou cadeias de lojas. 

A escolha do revestimento da fachada também deve estar de acordo com a proposta e imagem da marca para não causar ruído na comunicação, isto é, lojas que vendem produtos mais clássicos para um público mais conservador devem optar por materiais que transmitam essa essência, com as pedras (mármore, granito, pedra São Tomé), metais e espelhos. Lojas despojadas podem optar pelas madeiras, revestimentos cerâmicos, plantas e tijolos, enquanto lojas jovens têm a opção dos polímeros, concretos e vidro temperado.
  
Cor
A cor é um elemento muito delicado, fazer um ton sur ton pode ficar cansativo aos olhos dos passantes e afugentá-los da obviedade, já uma cor que não se comunique com as cores da marca também pode ser um erro de comunicação.

É preciso estudar profundamente a imagem da marca, as cores que combinam com essa identidade e conhecer o impacto da cor no público-alvo, já que trata-se de um processo idiossincrático.

Por regra, cores claras exigem maior cuidado com a manutenção e limpeza regular para que não fiquem com aspecto de sujo e envelhecido. Cores escuras demandam menor manutenção, porém não comunicam bem para todos os segmentos, além de exigirem maior esforço de iluminação.

Vitrina
Deve seguir a mesma arquitetura da fachada, afinal é um elemento que complementa a frente da loja, convidando o cliente a entrar. A vitrina informa para o cliente os produtos que são vendidos no estabelecimento, estilo, preço e é fundamental na construção da imagem da marca. É importante que toda a comunicação trabalhada na vitrina, de elementos decorativos às roupas dos manequins, esteja em sinergia com o conceito da fachada.  

Porta
Além das variações de design, pode-se optar por: 
* Porta que fica constantemente aberta: é convidativa ao fluxo espontâneo de qualquer cliente, o que sugere uma loja popular. 
* Porta fechada com maçaneta: é seletiva e, por isso, sugere acesso restrito. 
* Porta automática: abre na presença do cliente via sensor, sugere modernidade e transita entre o popular e o exclusivo, além de permitir uma melhor climatização da loja.


Iluminação
Nas lojas de rua a iluminação ganha maior importância por reforçar a imagem e a presença da marca aos transeuntes que durante a loucura do dia podem não nota-la, por isso, deixar a fachada e as vitrinas iluminadas à noite pode ser uma boa estratégia. A iluminação não deve causar reflexos nas vitrinas, deve iluminar as paredes e contornos do prédio e contrastar com a iluminação pública. O maior cuidado é quanto à manutenção das lâmpadas queimadas.


É pela fachada da loja que começa a experiência pré-compra do cliente, e hoje o shopper procura mais que um produto, ele quer um design, uma sensação, um estilo, vivenciar uma experiência impactante, independentemente da sua classe social. O comportamento de compra mudou e as lojas devem evoluir no mesmo sentido. 

*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).
 
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