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DESTAQUE

22 de abr de 2015

DIA DAS MÃES NA VITRINE

Texto por Lilian Monteiro*

O segundo maior evento do varejo está se aproximando: o “Dia das Mães”. E os lojistas já se preparam para atrair os consumidores às compras, através da comunicação no ponto de venda, seja través das vitrines e/ou da área de vendas. 

Para ajudar os lojistas com essa data tão representativa, hoje vou dar dicas e ideias ilustrativas sobre vitrines para o Dia das Mães. Para criar essa vitrine, é necessário   pensar na decoração de forma estratégica conforme a realidade de cada empresa, para que o seu público-alvo realmente se identifique, entre no clima e se renda as compras.

No Dias das Mães dois elementos básicos são sempre utilizados para representar a data: corações e flores. Esses elementos sempre presentes podem ser usados de forma básica e óbvia, mas podem também ser empregados de forma conceitual. Há também o caminho de não os usar, buscando um conceito novo e criativo para divulgar a data.

O que determina essa estratégia é a forma que a empresa quer divulgar seus produtos para seu público durante esse período, e isso pode ser feito de diversas formas:            
                                   
- A vitrine pode ter um apelo mais comercial, dando ênfase nos produtos mais competitivos em relação a preço x concorrência com decorações tradicionais, usadas de forma simples e óbvia.

– A vitrine pode ter uma estratégia mais conceitual na qual os elementos do Dia das Mães têm mais destaque que o produto, criando uma ambientação de estimulo aos desejos.

- Podem ainda ser vitrines sem produtos, 100% conceitual, na qual os elementos tradicionais são apresentados de formas inovadoras, principalmente associados a tecnologia, ou novos elementos são introduzidos no contexto do Dia das Mães.


Como podemos ver, as estratégias são inúmeras, e o que as diferencia é exatamente a ênfase de acordo com os objetivos de cada empresa, já que há vários perfis de mãe. Veja a seguir alguns exemplos de como essa data tão importante pode ser explorada de formas diferentes. Sendo tradicionais ou inovadoras, o objetivo principal da vitrine é sempre reverter em resultados de venda e, não se esqueça, que nessa data o principal shopper é não é a própria mãe, mas filhos e maridos. 















*Lilian Monteiro é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Moda pela Faculdade Santa Marcelina, com especialização em Consultoria de Moda e Estilo pelo Senac, atua no varejo como Coordenadora Regional de Visual Merchandising nos segmentos de Vestuário e Lar e possui uma marca própria de Camisetas que leva seu nome desenvolvendo trabalhos artesanais (liliansantos.monteiro@gmail.com|www.lilianmonteiro.com.br | Facebook

20 de abr de 2015

INDICAÇÃO - ENTRE VITRINAS | DISTRIBUIÇÃO E VISUAL MERCHANDISING NA MODA

O livro “Entre vitrinas | Distribuição e visual merchandising na moda” (Editora Senac) é um dos títulos mais importantes sobre o assunto na França. Lançado em 2008, e publicado no Brasil em 2009, foi escrito pelas professoras e profissionais de mercado Dominique Hervé, Françoise Sackrider e Gwenola Guidé.

O livro não é um manual e, mesmo assim, não é tão teórico que não possa ser útil aos profissionais de mercado. Na realidade, a experiência profissional das autoras contamina suas narrativas, tornando o livro imensamente atrativo e proveitoso. Parte dessa estratégia está na exemplificação, todos os conceitos são ilustrados por cases de sucesso e fracassos, ajudando na absorção do conteúdo.

Dividido em três partes, a primeira aborda “A evolução da distribuição” e a consequência direta no varejo e nas práticas de visual merchandising, por exemplo, quais são as práticas de VM adequadas para um hipermercado, uma loja popular e uma loja multimarca? A segunda parte, “As práticas do merchandising”, discute como deve-se escolher uma política de visual merchandising adequada a uma marca e como executá-la. A terceira parte, bem curtinha, apresenta a organização do departamento de VM e a função de cada cargo.

Particularmente o que me atrai no livro é a transversalidade com a qual conceituam visual merchandising (VM), isto é, uma ferramenta de marketing que extrapola a exposição de produtos, sendo responsável – ou corresponsável – pelo design global das lojas. E, a partir dessa ideia-central, discorrem todas as atividades que estão sob o escopo de VM, como iluminação, comunicação visual, design de interiores etc.


A única crítica fica quanto a abordagem histórica, como recorte optaram em analisar a evolução do varejo apenas na França, que tem uma história de visual merchandising relativamente recente – apenas a partir da década de 1970 – e, portanto, não discutem os primórdios e a origem do VM, como as Exposições Universais e as lojas de departamento. 

O MMdaMODA indica o livro. Vale o seu investimento! 

Serviço
Entre vitrinas | Distribuição e visual merchandising na moda
Dominique Hervé; Françoise Sackrider; Gwenola Guidé
Editora Senac São Paulo
Número de páginas: 280
Formato: 16 X 23 cm.
ISBN: 9788573598902

13 de abr de 2015

STORYTELLING & VISUAL MERCHANDISING

Texto por Surya Guimaraens*

Contar histórias é uma necessidade humana. Ouvir, visualizar e reconhecer essas histórias também faz parte de nós. Desde a primeira infância somos introduzidos aos ensinamentos morais e culturais da sociedade através dos contos de fadas que começam com “era uma vez...”. Quem não se lembra?!

Storytelling, apesar de estar em voga, é uma prática antiga que antecede a escrita, com as primeiras formas de contar histórias geralmente por via oral combinada com gestos e expressões. As próprias histórias religiosas, fundamentalmente, levaram significados profundos à vida das pessoas.

A transmissão de eventos por meio de palavras, imagens, sons, expressões e gestos é uma maneira de se aproximar, de se conectar e de compartilhar algo com os outros. Assim, ao invés de fornecer produtos, as empresas estão focando, cada vez mais, em entregar experiências, ou seja, produtos e serviços que atinjam os sonhos e as emoções dos consumidores, dando significado à busca por uma vida melhor e promovendo um ambiente desconexo da intenção comercial.

O visual merchandising detém as técnicas capazes de contar histórias no ponto de venda. No lugar de borracha e lápis usam-se os ambientes, vitrines, produtos, cores e uma série de artifícios que auxiliam na hora de reproduzir as narrativas que também figuram nos outros esforços de comunicação de marketing, como na propaganda, na publicidade, nas vendas diretas etc.

Uma boa história comunica os valores relacionados à marca com uma linguagem de fácil entendimento para atingir o público-alvo, isto é, o Storytelling é capaz de comunicar ao consumidor os valores e o posicionamento trabalhados pela gestão da marca.
 

Por definição, o Storytelling precisa desenvolver quatro aspectos: mensagem, conflito (positivo ou não), personagens e enredo, ou seja, não se trata de ações isoladas e desconexas de comunicação. Por isso, lojas conceito geralmente usam o recurso de Storytelling. Vejamos o exemplo da concept store das Havaianas, na Oscar Freire. Aproveite para identificar no projeto os quatro aspectos mencionados.

O espaço de 300m² no luxuoso endereço da rua Oscar Freire, em São Paulo, foi assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld.


A intenção da arquitetura foi simbolizar o espírito casual, confortável e jovem da marca, criada em 1962. Nesses 47 anos que se passaram entre a gênese do produto e a criação do espaço institucional que reúne a totalidade de seus modelos e linhas - há cerca de 320 exemplares de sandálias na loja -, a Havaianas conquistou grande prestígio no Brasil e no exterior. “Comunicar a brasilidade da marca”, assinala o arquiteto, era um dos desafios do projeto. O resultado tem a aparência de uma não-edificação, um espaço vazio e rebaixado em relação à cota pública, que preza a indefinição dos limites de paredes, pisos e coberturas, embora a implantação ocorra em terreno de miolo de quadra. A intenção foi resgatar a ambiência de espaço aberto, praiano, vinculada à identidade visual da marca. (http://arcoweb.com.br/projetodesign/arquitetura/isay-weinfeld-loja-sao-03-03-2010>) 







*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).
 
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