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DESTAQUE

TENDÊNCIAS PARA O MERCHANDISING DE MODA

A 3ª edição da REDESIGN aconteceu nos dias 27 e 28 de maio em São Paulo. O MMdaMODA cobriu esse que é o maior evento de store design do Brasil e traz as principais tendências para o varejo e visual merchandising de moda segundo os painéis da EuroShop, Retail Design Institute e WGSN.

25/07/2014

QUAL A DIFERENÇA ENTRE CORNER E PONTO DE INFORMAÇÃO?

Esses dois recursos têm sido fortes apostas do varejo de moda nos últimos anos por atuarem diretamente na construção de uma atmosfera menos comercial e mais sensitiva. Quebram o ritmo monótono dos ambientes comerciais promovendo pontos de atenção para o consumidor e, por terem enfoque na ambientação, reforçam a temática da loja, da campanha ou da coleção e ainda decoram o ponto de venda (PDV).

A diferença entre ambos, no entanto, é bem simples.

O Ponto de Informação (PI), também conhecido por Ponto de Valorização, incorpora elementos cenográficos (móveis e objetos decorativos) e manequins com o intuito de somente expor os produtos simulando uma situação de uso através da coordenação das peças, isto é, não há produtos massificados para serem comprados, estes devem estar nos equipamentos adequados dentro do setor e próximos ao PI.


O Corner, por sua vez, além de incorporar a mesma ambientação (decoração e manequins), integra equipamentos que permitem massificar o produto para a compra do cliente. Enquanto o Ponto de Informação aceita a exposição de várias marcas, estilos ou linhas de produtos, o Corner é destinado a uma única marca ou linha de produtos formando uma miniloja dentro do PDV e, por isso, deve evidenciar através da comunicação visual qual é o tipo de produto/marca/linha que está sendo exposto ali.  


Eduardo Vilas Bôas coordena o MMdaMODA. Graduado em Moda, pós-graduado em Gerenciamento de Marketing e pós-graduando em Comunicação e Semiótica, além de vários cursos de extensão universitária em visual merchandising, tem experiência em Coordenação de Visual Merchandising para uma grande rede de lojas e com Marketing de Moda para uma tradicional marca de fitness wear. Desenvolve pesquisas na área, além de ministrar cursos e consultoria de visual merchandising. É também docente do Senac São Paulo e colunista do Portal Audaces sobre educação de moda (contato@mmdamoda.com.br).

23/07/2014

ENTREVISTA: LENORA ALVES

* Entrevista por Cristiane Mendes

MMdaMODA: Você é formada em Arquitetura. Por que resolveu direcionar seu trabalho para o visual merchandising?

Lenora: Foi algo que aconteceu, a princípio, de forma inesperada. Eu tinha poucos anos de formada e surgiu uma vaga para arquiteto coordenador de visual merchandising. Quando soube, aceitei na hora participar da concorrência e corri para ler sobre moda e saber quais as tendências do momento. Deu certo. Fui selecionada, entrei de cabeça em um assunto até então desconhecido para mim, me apaixonei. Desde então, passei a me dedicar o máximo possível ao assunto.

MMdaMODA: Em que momento da sua carreira despertou em você esse interesse pelo varejo?

Lenora: Tive os meus primeiros contatos com o varejo no segundo ano de formada, trabalhando com projetos arquitetônicos para reformas de agências bancárias. Assim aprendi bastante sobre os espaços para atendimento ao público e retaguarda, bem como comunicação visual e padronização. Isso, antes de entrar para o varejo de moda, quando a opção por visual merchandising se definiu.

MMdaMODA: Quais são os aspectos que você aponta como os mais importantes ao desenvolver um projeto de uma loja? Onde você busca inspiração para isso?

Lenora: O mais importante é acertar no conceito, que tem que expressar os valores da empresa, a identidade da marca e o perfil do cliente. Busco inspiração em tudo que vejo. Além dos estudos de casos mais convencionais, observo também as feiras livres, os mercados públicos, os vendedores ambulantes, as tendências de arquitetura e de interiores.

MMdaMODA: Onde você obteve conhecimentos sobre visual merchandising para aprimorar seu trabalho?

Lenora: Aprendi muito na própria empresa em que trabalhava, com o dia a dia, as necessidades, as solicitações dos clientes e, principalmente, com os colegas de trabalho, inclusive os de outros departamentos. E para acrescentar e trazer informações, viajo, visito lojas e compro livros. Fiz cursos na FIA, no Senac e  também participo de congressos, palestras e workshops.

MMdaMODA:  Você conta com o apoio de outros profissionais para desenvolver seus projetos?

Lenora: Sim, o que é muito importante. Na equipe temos: arquitetos, designers gráficos e designer de interiores, ilustradores, técnicos, desenhistas, além de parcerias com profissionais de decoração de festas e cenógrafos.

MMdaMODA:   Assim como os arquitetos tiveram que se adaptar aos conceitos do visual merchandising para atender melhor esse mercado tão exigente, que é o varejo, você acha que o mesmo pode ou deve ocorrer com outros profissionais?


Lenora: Sim, com certeza. A multidisciplinaridade é importantíssima para o visual merchandising. Não há como desenvolver o projeto a partir de um único ponto de vista. Quanto maior a interação dos profissionais das diferentes disciplinas, melhor o resultado final do trabalho.

*Cristiane Mendes é colunista do MMdaMODA. Bacharel em Moda com Especialização em Gestão do Design na Indústria da Moda, atua no varejo de moda e multilar como Coordenadora de Projetos de Visual Merchandising, e é também ilustradora e professora de moda. 

21/07/2014

EXIBITÉCNICA: A EXPOSIÇÃO DE PAREDES

* Texto por Surya Guimaraens

As paredes são muito importantes na apresentação de uma nova coleção, digo nova, porque nelas só se pode colocar o que há de novo e premium. Por isso devem ser tratadas com muito cuidado, principalmente as que fazem parte da entrada da loja. São elas que têm o objetivo de apresentar ao cliente os melhores produtos da coleção e aqueles que acabaram de chegar à loja.

As paredes causam a primeira impressão no cliente e ocupam uma boa parte do campo visual de quem entra na loja. Alguns consumidores antes mesmo de entrarem ficam espiando do lado de fora, para ver se encontram algo que os estimule, portanto, essas paredes próximas à entrada fazem de certa forma às vezes de uma vitrine.

Esse recurso é mais utilizado em lojas de público mais popular que demandam produtos massificados. Isso porque se tratando do grande varejo de moda o minimalismo não cabe, normalmente é um sistema de autosserviço, no qual é preciso chamar a atenção dos clientes. Por isso as técnicas de visual merchandising aplicadas as paredes, exibitécnicas, são fundamentais, uma vez que somente expor os produtos de forma aleatório pelos equipamentos da loja não os valoriza adequadamente.

Montar parede é um recurso de visual merchandising para aumentar a exposição de produtos. Dentro desta técnica cada marca cria suas próprias regras do que pode e não pode ser exposto ali, isso é a identidade, e as lojas precisam seguir essa padronização para que o cliente identifique facilmente sua loja preferida independente de onde estiver localizada.

No varejo de moda são trabalhados dentro de cada setor dois temas ou mais, cada qual com sua parede – e não podem ser misturados. Então, deve-se prestar atenção a qual parede vai receber o tema, a cartela de cores e os acessórios que serão utilizados. O ideal é trabalhar com três cores, uma vez que é mais fácil coordená-las. Lembrando também que na etiqueta das peças tem a informação do tema, setor e se vai para a parede, solo ou mesa de massificação. Como nem sempre é possível seguir a orientação da etiqueta, por falta de produto, pode-se usar uma peça destinada ao solo na parede, desde que combine com as cores escolhidas.

A partir da identidade da loja, o responsável por montar a parede pode seguir duas linhas de exposição, formato linear ou triangular. O formato triangular, como o próprio nome já sugere, é uma exposição em forma de triângulo, que não ocupa todo o espaço e gera uma sensação de leveza e movimento, deixando um ambiente mais clean.  No linear os produtos são dispostos em linha reta preenchendo todos os espaços vazios, indicado para o varejo mais popular. Após escolhida a linha de exposição é necessário adotar uma forma de equilíbrio que pode ser simétrica ou assimétrica: na exposição simétrica, ao se dividir a parede ao meio com uma linha imaginária, os dois lados são apresentados com as mesmas cores ou tipos de produtos, criando um ambiente mais harmônico; já na exposição assimétrica os dois lados são diferentes, mostrando um ambiente mais dinâmico que quebra a repetição.



Falando um pouco de elementos que compõem a parede, para fazer uma exposição de coleção que encante o público-alvo e ocorra uma identificação imediata é preciso mostrar as soluções completas, ou seja, bottons e tops que combinam entre si, acessórios como bolsas e calçados que harmonizam com as peças expostas (cross merchandising).


Uma regrinha básica para montar paredes com formatos lineares é expor na parte superior as peças intercaladas entre frontal e lateral até o final da parede, na parte inferior fazer o contrário, desta forma se quebra a monotonia e se dá mais movimento. Para as paredes que não possibilitam a exposição lateral, pode-se utilizar a barra U, ela é perfeita para esse tipo de exposição e permite colocar mais de um modelo de roupa, aqui também vale alterar entre bottom e top coordenáveis.

Surya Guimaraens é colunista do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).

 
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