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DESTAQUE

2 de mar de 2015

TENDERE REALIZA O 7º SEMINÁRIO DE TENDÊNCIAS PRIMAVERA-VERÃO 2016-17

A Tendere – Pesquisa de Tendências e Soluções em Negócios da Moda – realizará no dia 22 de maio de 2015, a 7ª Edição do Seminário de Tendências, com o tema Primavera-Verão 2016-2017. Serão exibidos os resultados dos estudos e pesquisas realizados em feiras especializadas e exposições de arte, design e moda (nacionais e internacionais) ao longo de 2014 e início de 2015. As informações estratégicas apresentadas têm como foco o Hemisfério Sul, especificamente o mercado brasileiro.


O evento tem como público-alvo as empresas dos setores de moda (têxtil, vestuário, acessórios, couro-calçadista, joalheria, folheados e bijuteria). Será realizado no Hotel Comfort Suites em Campinas/SP. Com início programado para às 9h, possui uma taxa de inscrição de R$215,00 (duzentos reais) e os temas tratados serão:

Tendências de Consumo Primavera-verão 2016-17 (Os nichos de mercado no Brasil; O mercado do Hemisfério Sul: América Latina, África Subsaariana e Oceania; entre outros temas ligados ao universo do consumo);

Macrotendências Criativas Primavera-verão 2016-17

Preview Outono-inverno 2017 (segmentos: feminino, masculino e infantil; couro-calçadista; acessórios; joias e bijuterias) 

Palestrante: Patricia Sant’Anna, fundadora e Diretora de Pesquisa da Tendere, conduzirá as apresentações do Seminário. É Doutora em História da Arte, Mestre em Antropologia Social e Bel. em Ciências Sociais pela UNICAMP, e já atuou junto a instituições como MinC, Itaú Cultural, IBGM, ALJ e diversas empresas.

Realização: Tendere
Organização: Proimagem Eventos.

A Tendere gera informações estratégicas para os setores da moda, design e beleza, com resultados pensados para a realidade do Hemisfério Sul. As pesquisas - de tendências e mercado - são feitas sob medida para cada empresa, pensando em seu público alvo e sua realidade produtiva. Também desenvolve projetos de design estratégico e branding, workshops criativos, além de planejamento e implantação de marketing digital em moda.

As inscrições podem ser feitas acessando esse link.

EXIBITÉCNICA: APRESENTAÇÃO SIMÉTRICA E POR CORES ALTERNADAS

Texto por Surya Guimaraens

A importância da apresentação dos produtos no PDV é indiscutível, uma técnica bem aplicada e harmonizada com a imagem da loja estimula o consumidor a efetivar a compra de forma mais rápida.

E para fechar o tema exibitécnica serão abordados neste artigo os conceitos da Apresentação Simétrica e da Apresentação por Cores Alternadas.

Apresentação Simétrica
Como o próprio nome já sugere, a exposição deve ser feita de forma a proporcionar simetria na apresentação dos produtos. Essa técnica pode ser melhor visualizada nos expositores murais, mas também acontece em mesas de valorização.

Para tanto, deve-se criar uma linha imaginária vertical no centro do espaço a ser utilizado para expor os produtos. Inicia-se a montagem da parede e, em ambos os lados dessa linha, deve-se manter os mesmos produtos e a mesma forma de exposição, criando um espelhamento simétrico. Ainda é possível espelhar produtos congruentes, ou seja, produtos que seja muito parecido, tanto na cor, estampa como no design.


Apesar desta técnica necessitar de mais espaço para obter resultado na exposição, tem uma grande vantagem que é o destaque que se dá ao produto exibido, dessa forma é mais utilizada em lojas de produtos exclusivos ou semi exclusivos.

Além da repetição reforçar a visibilidade dos produtos, no grande varejo é um recurso muito útil para áreas de vendas desabastecidas, afinal, vendas acontecem – ou não – além do esperado.

Apresentação por Cores Alternadas
A exposição por cores alternadas é interessante e chamativa. Ao escolher as cores a serem utilizadas é importante usar o expositor mural de forma que cause o maior impacto possível na apresentação dos produtos, já que essa técnica capacita menor exposição de produtos por dispor de mais espaço linear.

Coloca-se uma peça de uma cor intercalada com outra cor do mesmo produto até o fim do espaço delimitado para tal montagem, da mesma forma na parte de baixo altera-se a cor que iniciou na parte superior sucessivamente até a apresentação chegar ao tamanho desejado. A percepção visual que se deve ter é de um grande tabuleiro de xadrez.


É uma exposição visualmente muito atrativa e as cores dão um ar mais empolgante, dependendo da escolha das cores combinadas e dos produtos pode-se causar um efeito mais divertido, sóbrio ou sofisticado. Por isso é necessário analisar bem a coleção e perceber qual sensação ela deve criar no ambiente. A vantagem desta técnica é justamente a de poder trabalhar de forma a surpreender o consumidor com uma bela combinação de cores. 

O ponto de venda é um ambiente no qual todo seu conteúdo deve causar sensações e percepções nos clientes, a arquitetura da loja, a decoração, os colaboradores e os produtos. O profissional de VM precisa entender esse ambiente integrado com todo seu contexto e potencializar essas sensações, levando o cliente a sentir desejo de comprar os produtos.


*Surya Guimaraens é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Relações Públicas, cursou Visual Merchandising e Produção de Moda no Senac. Hoje atua no varejo de moda, responsável pela aplicação das técnicas de VM em uma loja de departamentos e trabalha como designer de bijuterias para marca que leva seu nome (surya@suryaguimaraens.com.br).

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26 de fev de 2015

PERCEPÇÃO VISUAL - A INCONGRUÊNCIA NO VISUAL MERCHANDISING

Texto por Eduardo Vilas Bôas*


Nos dois últimos artigos discutimos o contraste e o movimento no processo de percepção visual. Eles são dois dos quatro artifícios de comunicação visual que podem prender a atenção dos indivíduos no ponto de venda, junto com a intensidade e a incongruência.

Hoje vou abordar o artifício da incongruência. Mas o que é algo incongruente? Podemos entender como algo que não é condizente, que não está de acordo ou em proporção com o esperado, aquilo que nos parece absurdo.

A Filosofia refere o absurdo como algo que não tem sentido, isto é, sem valor de verdade para indivíduo. Para o visual merchandising, isso tende ao lúdico, que visa mais ao divertimento que a qualquer outro objetivo.

Fica evidente, no entanto, que o senso de incongruência é relativo, já que o aquilo que espanta está vinculado ao ineditismo e a valores estéticos e morais. Por isso, não existem regras, o que é absurdo hoje para um público muito provavelmente será aceitável amanhã. Daí a necessidade de sempre renovar os estímulos visuais da loja para manter o consumidor alerta.

Vamos exemplificar. Você está fazendo compras em um supermercado. Esse local obedece a todos aqueles padrões da categoria, porém, você se depara com uma Kombi estacionada no corredor central. É o inesperado. É o absurdo. É incongruente um carro dentro de um supermercado. O cliente inevitavelmente terá sua atenção e interesses tomados.




Não menos incongruentes são os manequins exóticos, coloridos, lúdicos e desformes que vemos varejo a fora. São um recurso extremamente útil para chamar a atenção no consumidor, porém devem ser usados com o público correto, geralmente jovial e urbano, de forma que estabeleçam uma conexão identitária, caso contrário, perderiam sua função.




A incongruência, logo, pode estar associada a qualquer segmento de moda e tipo de marca, basta o visual merchandiser ou vitrinista saber dosar a quantidade e aplicação desse recurso, que pode ir de um enorme carrossel no centro da loja complementando a ambientação da coleção ou a simples, mas não pequena, bisnagas de tinta soltando flores avisando a chegada da nova estação.



*Eduardo Vilas Bôas coordena o MMdaMODA. É mestrando em Têxtil & Moda pela EACH/USP, pós-graduado em Gerenciamento de Marketing, pós-graduado em Comunicação & Semiótica e bacharel em Moda. Tem experiência com marketing, visual merchandising e produção de moda, além de gerenciamento de confecção. Escreve artigos periódicos para o Portal Audaces sobre educação de moda e presta consultoria, treinamentos e pesquisas através do MMdaMODA desde 2010. É também docente para o Senac São Paulo.
 
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