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20 de jul de 2016

PASSO A PASSO (SIMPLES E BARATO) PARA MONTAR UMA CAMA EXPOSITORA


Por Cristiane Mendes*

Quem nunca se sentiu tentado a pular em uma daquelas camas fofinhas expostas em lojas de produtos especializados para o lar? E quem nunca sonhou em dormir em uma cama de novela? Enquanto consumidores é isso que desejamos, já como merchandisers essa é a ideia que devemos vender.

Despertar o desejo do consumidor é o principal papel do visual merchandising, e isso deve estar presente em todos os aspectos tangíveis e intangíveis que permeiam o ponto de venda.

Assim como na propaganda, o visual merchandising também utiliza alguns recursos para destacar certos produtos e, com isso, aumentar a percepção de valor agregado e, consequentemente, as vendas. Um bom exemplo disso são os hot points, também conhecidos como pontos focais. Nesses espaços de destaque dentro da loja são montadas verdadeiras cenas que expõem os produtos e vendem um conceito.

Pensando nesses recursos de valorização, vou te explicar como é simples construir uma cama de demonstração barata e atrativa.

Você precisará para uma cama de casal padrão:
- 01 protetor de colchão com zíper
- 01 saia para cama
- 14 travesseiros aproximadamente 
- 01 base para cama
- 01 coordenado com jogo de lençol, edredom e kit cobre leito.

PASSO 01: Coloque aproximadamente 8 travesseiros lado a lado dentro do protetor de colchão com zíper até ficar com aspecto de colchão. Atenção: não precisa remover as embalagens plásticas dos travesseiros. 


 

PASSO 02: Coloque esse colchão fake sobre um base, que pode ser alguma que a loja já possui, uma cama de verdade ou você pode criar uma base com paletes de madeira, nesse caso, utilize edredons nas embalagens para dar altura à cama. 


PASSO 03: Coloque o lençol de elástico no colchão de travesseiros e saia de colchão cobrindo os edredons e a estrutura de base. Depois cubra com o lençol do kit escolhido.


PASSO 04: Utilize um edredom avulso para agregar ainda mais valor à produção, mas atenção na escolha da cor, pois deve pertencer à mesma cartela de cores da coordenação que será utilizada, dê preferencia para as cores lisas e neutras. 

PASSO 05: Para finalizar, intercale os travesseiros com estampas coordenadas e puxe um pouco as peças de cima para dar um ar mais natural e despojado à proposta. 


DICAS IMPORTANTES

1. A escolha do coordenado é muito importante para uma cama atraente, atente-se para a escolha das cores e estampas, é importante que a loja possua essas peças em quantidade suficiente para atender a procura. Afinal, a cama expositora funcionará como um manequim. 

2. Jamais exponha produtos amassados ou com marca de dobra. A compra de um steamer (ferro a vapor) pode ser um ótimo investimento.


3. Mantenha um equipamento próximo da cama expositora com os produtos utilizados no display disponíveis para venda. 


4. Se você tiver espaço, traga mais realidade a exposição incorporando objetos decorativos como abajures, quadros, vasos, relógios, livros de cabeceira, criado- mudo etc. 

E eu nem preciso mencionar que a exposição deve ser trocada constantemente né?  O ideal, seria pelo menos semanalmente, é sempre bom variar as cores e estampas e seguir o calendário promocional. Boas vendas!


*Cristiane Mendes é colunista colaborativa do MMdaMODA. Bacharel em Moda com Especialização em Gestão do Design na Indústria da Moda, atua no varejo de moda e multilar como Coordenadora de Projetos de Visual Merchandising, é também ilustradora e professora de moda. (crispimentta@gmail.com - www.crispimentta.blogspot.com).

11 de jul de 2016

5 DICAS PARA (RE)PENSAR A ILUMINAÇÃO NO VAREJO DE MODA


Por Mariana Costantini*

O visual merchandising envolve a gestão do ponto de venda através de técnicas que influenciam a tomada de decisão do shopper em seu processo de compra. Dentre inúmeros fatores à disposição, um dos (quase) imperceptíveis ao indivíduo é a iluminação.

Ela pode dar grande destaque à produtos como também realizar o efeito contrário desvalorizando-os. É preciso antes de qualquer coisa avaliar o público-alvo e o tipo de mercadoria comercializada para definir-se o melhor estilo de iluminação para loja, agregando uma experiência de compras adequada. Afinal, quanto mais agradável é a loja, mais tempo o shopper permanece nela e, consequentemente, maior será o seu consumo.

O desafio de um bom projeto luminotécnico para uma loja do segmento de moda está em fazer a iluminação não ser percebida, mas sentida, isto é, ela deve ser minimamente visível aos olhos, mas fundamentalmente funcional e cenográfica.

Para que possamos inovar e, ainda assim, obter uma boa iluminação, é preciso fazer a diferença entre um ambiente que possui apenas as luzes acesas e outro que acolhe o shopper, para isso veja abaixo 5 dicas focadas em cada parte do seu ponto de venda.

Vitrines: a vitrine é o primeiro ponto de contato do shopper com a loja, por isso é imprescindível que a composição seja destacada atraindo atenção dos passantes para os produtos expostos e, para isso, é necessário que haja uma iluminação focada nos principais produtos e difusa em todos o espaço, combinando luzes brancas e amarelas.

Uma das formas de fazer isso é utilizar as famosas lâmpadas de LED. Além de fácil manuseio, têm baixo consumo de energia, não esquentam (danificando as mercadorias) e possuem as duas cores de luz (branca e amarela).
Há também a possibilidade de utilizar um gerenciamento inteligente, através de controladores de iluminação que automaticamente ligam e desligam conforme a luz do dia varia, além disso, hoje existem sensores de detecção de presença que conseguem regular a quantidade de luz necessária para o ambiente, sendo utilizados para dar destaque a determinadas áreas de vitrines com menor fluxo de passantes.

Atualmente há no mercado também módulos de LED que proporcionam uma iluminação focada ou em destaque, alguns módulos de LED para aplicações podem ser encontrados nas placas PLX e nos módulos LED BackLED Plus.


Fachadas: nas fachadas é muito importante a composição da identidade visual da empresa, através do logotipo, por isso há uma grande preocupação em relação a iluminação deste. Algumas das ideias diferenciadas que atraem atenção são os pórticos que permitem a mudança das cores e podem ser retro iluminados com LED.

Além desse primeiro impacto visual é necessário guiar os clientes para dentro da loja e a iluminação da entrada do estabelecimento pode fazer toda a diferença. Por isso tenha sempre em mente que esse espaço deve ter uma iluminação aconchegante e convidativa. Para isso, novamente, citamos as famosas LED, nesse caso, módulos de LED que permitem a iluminação focada ou linear trazendo flexibilidade para o negócio. Você encontrará no mercado módulos, fitas ou placas PLX.


Interior de loja: é necessário manter um ambiente agradável no interior da loja, lâmpadas muito quentes deixam o ambiente desconfortável e pobre, o exagero na iluminação pode espantar seu cliente pela dureza que proporciona. Por outro lado, um local sem iluminação é um local morto. Mas como reproduzir cores e destacar produtos sem deixar o ambiente desagradável?

Equilibre lâmpadas com tonalidades frias e quentes, ou seja, utilize as frias para áreas maiores, já que consomem menos energia e não precisam ser focadas. Já as lâmpadas quentes podem ser utilizadas para destacar produtos específicos através de fachos pontuais. Um exemplo de lâmpadas que podem ser utilizadas são as com temperatura de cor 3000K, com fachos de 8° e 10°.


Decorativa: itens que merecem destaque, seja por preço, por atributo ou pelo valor agregado da marca, precisam estar em evidência no espaço comercial e sob iluminação adequada. As luzes propriamente ditas podem ser, também, recursos decorativos, além de funcionais. Algumas das opções que oferecem flexibilidade com ar decorativo são as Placas PXL, Módulo 1 PXL e Fita PXL. Outras opções diferenciadas e mais modernas que trazem como extra a coloração são os modelos LUNIS SL Carril, LUNIS SL Suspensa e LUNIS SL Embutida. Essas últimas reproduzem cores e distribuem a luz uniformemente garantindo alta qualidade e desempenho adequado a luz certa ao produto desejado.

Malha em LED (mesh) aplicada em vitrine 
Iluminação como um todo: a iluminação como um todo deve proporcionar ao ambiente um ar agradável. Ela não deve vir de cima do produto, mas sim de frente, destacando o produto e não iluminando o shopper.

Além disso é importante se atentar a iluminação do piso e de pontos focais, que fazem os espaços parecerem maiores, mais dinâmicos e estimulam a circulação do cliente por todo o ponto de venda. Nesse caso podemos citar como opção as luminárias LED que permitem o controle de iluminação dinâmica nas cores branca e RGB.

Como um todo ela não pode iluminar o chão e nem ser direcionada ao cliente, ela deve realçar e valorizar determinados produtos criando um ambiente confortável para que o consumidor queira ficar mais tempo no estabelecimento e, assim, comprar mais.



Essas dicas são básicas, mas fundamentais para uma boa operação varejista. Procure um arquiteto especializado em light design e apresente suas necessidades. Uma loja bem iluminada economiza recursos financeiros, valoriza seus produtos, sua marca, e, sobretudo, a experiência do consumidor.


*Mariana Costantini é colunista colaborativa do MMdaMODA. Formada em Negócios da Moda pela Universidade Anhembi Morumbi, iniciou a carreira como Estilista e através do seu trabalho descobriu a paixão pelo visual merchandising. Atualmente trabalha no varejo de moda com expertise nos segmentos de cama, mesa, banho e decoração, criando técnicas e confeccionando books orientativos para ações de PDV (marianacostantini@gmail.com).

4 de jul de 2016

QUAL A DIFERENÇA ENTRE SHOPPER, CONSUMIDOR, COMPRADOR E CLIENTE?


Por Eduardo Vilas Bôas*

Nossa, são tantos termos e a lista não para: agora só se fala em shopper no varejo. Mas entenda que essas nomenclaturas não são modismos, na realidade elas refletem uma nova forma de compreender o consumo que, cada vez mais, está complexo e sendo estudado.

Até a década de 1990 usávamos apenas duas denominações: consumidor e comprador. Ambas eram sinônimas, apesar de comprador também ser usado para referenciar-se ao profissional de compras das marcas. Com a profissionalização do varejo e novos hábitos de consumo dos indivíduos, os estudiosos perceberam que as pessoas têm assumido papéis diferentes na compra, afinal, muitos dos itens que você usa ou consome foram adquiridos por outras pessoas.

Assim, podemos conhecer cada um dos termos.

Comprador: também chamado de fashion buyer, é o comprador de moda, e refere-se a uma pessoa “ou grupo de pessoas (a equipe de compras), que tem como função básica comprar produtos para uma empresa de varejo. Ele trabalha arduamente na busca de tendências, em busca de materiais e/ou produtos, desenvolvendo planos de compras sazonais e trabalhando com vendedores externos e designers na produção da linha que será vendida [...]” (SHAW; KOUMBIS, 2014, p.12).


Shopper: é o indivíduo que realiza a compra com o lojista, ou seja, “o papel exercido no processo de compra, em que se decide onde comprar e se estabelece o comportamento no ponto de venda, considerando as motivações e os estímulos no processo de interação com produtos e modelos de vendas” (ALVAREZ, 2008, p. 59). O shopper não necessariamente será o consumidor do produto ou serviço, por exemplo, quando você compra um presente para um amigo você é o shopper e seu amigo o consumidor, quem está sujeito aos estímulos da atmosfera de loja é você, e não ele.

Consumidor: também chamado de consumer é a pessoa que usa ou consome o bem/serviço adquirido, seja por ela mesma ou por uma outra pessoa ou grupo de pessoas. A maioria e as tradicionais teorias sobre o comportamento do consumidor versam sobre isso: o ato de usar o bem e não sobre sua aquisição na loja. Assim, um consumidor de roupas pode também ter sido um shopper, se foi ele mesmo quem comprou os artigos, independentemente se foi no ambiente online ou off-line. Vale ressaltar que o Código de Defesa do Consumidor não faz distinção entre shopper e consumidor.

Cliente: também chamado de freguês é uma expressão que tem origem na antiga Roma, referindo-se ao indivíduo que estava sob a proteção de um patrono (cidadão rico e poderoso), isto é, estava fixo/preso a ele. Cliente, assim, é entendido hoje como o consumidor e/ou shopper fieis. Pessoas que compram e/ou consomem sempre do mesmo varejista ou marca, estreitando seu relacionamento e, com isso, as vantagens para ambos. É a famosa clientela, aquele grupo que sempre está presente no ponto de venda!

Agora que você entende as diferenças, já imagina como é importante designar e compreender cada um desses papéis que os indivíduos assumem no consumo, uma vez que existem muitas particularidades em cada uma dessas instâncias.


*Eduardo Vilas Bôas coordena o MMdaMODA. É mestrando em Têxtil & Moda pela EACH/USP, pós-graduado em Gerenciamento de Marketing, pós-graduado em Comunicação & Semiótica e bacharel em Moda. Tem experiência com marketing, visual merchandising e produção de moda, além de gerenciamento de confecção. Escreve artigos periódicos para ACIC Campinas e Audaces e presta consultorias, treinamentos e realizada pesquisas através do MMdaMODA desde 2010. Assina o blog "À Moda Deles" para o jornal Estadão. É também docente para o Senac São Paulo.
 
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