O antigo PDV agora é o PDX

House Of Innovation 000 flagship da Nike 1

O tradicional ponto de venda (PDV) tem se transformado para se adaptar à cultura digital do mercado. O consumidor mais informado e exigente não aceita dificuldades e atritos na sua jornada de compra. O e-commerce se mostra cada vez mais eficiente, pelo acesso à informações e facilidades nas transações. Porém, ele precisa da loja física para oferecer uma experiência completa ao consumidor, o contato com a marca, o propósito e produto, garantindo excelência e satisfação.

Nesse contexto, o novo varejo é baseado na integração entre os canais de venda on e off-line, denominado omnichannel, tratados nesse artigo (5 tendências do varejo pós-NRF e suas aplicações).

O PDV também evolui para essa nova relação de consumo e se transformou em PDX, isto é, a loja exponencial. Termo cunhado por GS&Associados que se refere ao ponto onde tudo deve acontecer, é o espaço físico onde a marca vai expor o seu produto e materializar o seu propósito oferecendo experiências ao consumidor relacionadas à sua essência.

O novo PDV oferece serviços, educação, informação, entretenimento, soluções, relacionamento, interação com o produto e emoções relacionadas à marca. A venda pode ou não acontecer nesse local. Esse movimento muda completamente o conceito de loja, onde ocorria apenas atração, oferta e promoção de produto e o relacionamento com o consumidor.

A nova forma de consumo gerada pelos avanços digitais incorporou novas funções e atividades para a loja física, que tem se tornado ainda mais relevante para o processo de compra. Seus elementos, funcionalidade, interação digital, vitrine, design interno e mobiliário, ambientação e visual merchandising se tornam fundamentais para a oferta de experiências, além disso a equipe de atendimento deve estar mais alinhada com o propósito da marca e representar a sua essência, deve estimular no consumidor a conexão com a marca e contribuir com informações consistentes.

Marcas como Starbucks, Nike, Amazon e Amaro são importantes referências dessa transformação.

A Starbucks, maior rede de cafeterias do mundo, criou uma loja incrível em Nova York, a Starbucks Reserve Roastery que foi concebida para oferecer experiências ao cliente através da imersão no universo do café, com história, design, interação e personalização. A ambientação industrial e rústica remete às antigas fazendas de café, máquinas de moer e torrar estão espalhadas pelos ambientes para interação do consumidor. A loja é segmentada com diversos bares oferecendo opção até para quem não gosta de café.

A House Of Innovation 000, flagship da Nike, localizada em Nova York, completamente voltada para oferta de experiências. O ponto alto dessa loja é a interação com o consumidor através de meios digitais. História da marca, dos atletas patrocinados, espaços exclusivos para a personalização dos produtos e a estratégia do som que remete à energia, tudo desenvolvido para proporcionar ao consumidor a cultura de inovação da marca.

Amazon Go é a loja física da marca Amazon, que nasceu digital e percebeu a importância da sua presença no mundo físico. O cliente entra na loja, escolhe o produto e através do aplicativo da Amazon Go ele se identifica e realiza o pagamento, sem nenhum atrito.

Amaro, marca de moda feminina, que também tem sua origem digital, cria sua loja física Amaro Guide Shop para implantação em shoppings, como estratégia para que mais pessoas conheçam a marca, realizem contato com o produto e possam interagir com ela.

E sua loja física tem evoluído junto com as transformações do mercado?

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